Michele torna público atrito com Flávio Bolsonaro e abre crise no PL
A ex-primeira-dama, que é presidente do PL Mulher, disse que foi “apunhalada” e “humilhada” por Flávio em uma ligação telefônica
Publicado 25/06/2026 15:41 | Editado 25/06/2026 16:23
A ex-primeira-dama Michelle provocou mais uma crise na pré-campanha a presidente do senador Flávio ao expor publicamente, por meio de um vídeo em rede social, as desavenças com o filho 01 do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Michelle, que é presidente do PL Mulher, disse que foi “apunhalada” e “humilhada” por Flávio em uma ligação telefônica.
“Sinceramente, para falar o que ele me falou, seria melhor se ele não tivesse ligado. Ele foi muito ríspido, me desrespeitou e me maltratou ao telefone. E eu não tinha feito nada contra ele”, reclama.
O atrito começou quando a ex-primeira-dama se posicionou frontalmente contra a articulação do PL de um palanque que inclui Ciro Gomes na disputa pelo governo cearense.
Michelle posicionou-se frontalmente contra a aliança e ouviu do senador que ela não sabia nada e que estava chegando na política.
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“Ele disse que seria melhor eu ficar fora das decisões do partido. Disse que eu havia chegado ontem e não entendia nada de política. Diante dessa humilhação, eu disse a ele que estava tudo bem. Entendi que ele não queria o meu apoio ou que este era insignificante. E então eu me recolhi. Fiquei na minha e assim permaneço”, disse a ex-primeira-dama.
Ela disse ainda que desde a ligação o senador não a procurou. “Eu também não procurei, porque estou respeitando o que ele falou e é só isso. Agora, vou desmentir as narrativas e notícias que circulam na imprensa. Eu sei quem as planta. Eu sei quem são as fontes. Eles me tratam como se eu fosse idiota, como se eu fosse alguém que chegou ontem, mas eu não sou. Eu sei mais do que eles pensam”, afirma.
Aliados do senador reconhecem que a briga familiar e partidária prejudica a pré-campanha de Flávio no momento em que ele busca apoio entre as mulheres, grupo mais favorável ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A ex-primeira-dama diz que teve apoio de 90% dos aliados nas redes sociais que são favoráveis a formação de chapas eleitorais com bolsonaristas raízes e contra o pragmatismo regional.
Ou seja, o racha também dificulta a estratégia do PL de montar alianças amplas de centro-direita para derrotar as forças progressistas e de esquerda.