CUT compara governantes tucanos a generais da ditadura

Em artigo divulgado nesta segunda-feira (20), o presidente da CUT, Artur Henrique, comparou a truculência, por parte dos governadores tucanos José Serra (SP) e Yeda Crusius (RS), ocorrida na semana passada em repressão a manifestações e greves dos movimen

Leia abaixo a íntegra do artigo. 


 


A CUT tem lado: a classe trabalhadora


 


A Central Única dos Trabalhadores torna público seu repúdio à seqüência de episódios antidemocráticos que, lamentavelmente, aconteceram nos últimos dias.  São demonstrações explícitas da truculência dos governos tucanos e patrões neoliberais, que podem ser comparadas às ocorridas durante o longo período do regime militar em nosso país.


 


Os lamentáveis fatos que ocorreram nos estados de São Paulo e Rio Grande do Sul, especialmente, são um reflexo do tratamento que esses governos têm dado aos trabalhadores brasileiros. A ausência de diálogo e a represália, marca registrada tucana, demonstram um comportamento semelhante ao dos interventores da ditadura militar.


 


A CUT, desde sua fundação há 25 anos, tem como um de seus mais fortes princípios a liberdade e autonomia sindical, e entende a organização dos trabalhadores e a negociação coletiva como direitos inalienáveis, sejam do setor público, privado, urbano, rural, ativos ou aposentados.


 


Princípios como estes guiam nossa Central e nos deixam à vontade para continuar a luta contra àqueles que ferem a Constituição e que desrespeitam esses direitos por meio de ataques aos trabalhadores e à dignidade do povo brasileiro.


 


É inadmissível que governos tucanos insistam em confundir a opinião pública com artifícios fascistas, com o apoio de alguns meios de comunicação que divulgam informações unilaterais com o intuito de discriminar e criminalizar movimentos sociais.


 


Exemplos disso são as represálias que empresários neoliberais e o tucanato têm usado covardemente para fazer calar trabalhadores de diversas categorias. As ações de interditos proibitórios contra os bancários de todo o país, que estão em greve, é prova notória de prática anti-sindical.


 


A truculência da PM para impedir a manifestação da CUT e dos movimentos sociais no Rio Grande do Sul, ordenada pela governadora Yeda Cruisis e a irresponsabilidade de José Serra em São Paulo, em não receber os policiais civis em greve para negociar, colocaram em risco a segurança da população.


 


Porém, fatos reais, deixam de ser divulgados. “O outro lado da notícia”, tem como protagonistas bancários, policiais civis, servidores da saúde, da educação e de outras categorias de trabalhadores que realizam manifestações para reivindicar direitos – para que haja negociação.


 


Este é o lado da CUT: o da classe trabalhadora, que é o lado do trabalho decente, digno e de uma sociedade justa. A CUT é a favor do desenvolvimento com distribuição de renda e valorização do trabalho e vai continuar a luta em defesa da garantia e ampliação dos direitos de todos os trabalhadores.


 


Não vamos nos calar frente às ameaças, pois queremos que os governos façam valer o direito à negociação de todos os trabalhadores brasileiros. Nós temos esse direito! Somos fortes, somos CUT.


 


Artur Henrique, presidente nacional da CUT.


 


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