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Irã anuncia início do funcionamento de usina nuclear

O chefe da Organização de Energia Atômica do Irã, Ali-Akbar Salehi, anunciou nesta quarta-feira (7) que entre 23 de agosto e 22 de setembro – mês iraniano do Shahrivar – a Usina Nuclear de Bushehr estará em pleno funcionamento. A informação é da Irna, a agência oficial de notícias do Irã.

Segundo Salehi, o último teste nuclear no local ocorreu nesta quarta-feira com “sucesso”. “Hoje houve o último teste nuclear da usina antes de seu comissionamento e foi realizado com sucesso”, afirmou Salehi. “Nós completamos uma das fases mais importantes do 'ensaio quente', que é o teste final antes do lançamento da planta.”

Na semana passada, Salehi elogiou a participação de especialistas russos na cooperação das atividades da usina. “Estamos satisfeitos com a cooperação dos russos. Agora são 3 mil especialistas do país que trabalham na fábrica”, disse.

Usina de Bushehr

De acordo com a agência de notícias, a usina tem capacidade instalada de mil megawatts (MW) e começou a ser construída em meados da década de 1970, pela Siemens da Alemanha. Mas o projeto foi abandonado no período da Revolução Islâmica, em 1979.

Depois de um acordo de cooperação nuclear firmado em 1992, Irã e Rússia assinaram, em janeiro de 1995, contrato para concluir a construção da usina que, segundo informou a agência oficial da China, Xinhua, tem sido repetidamente adiada.

A entrada em operação de Bushehr ocorre em um momento delicado da política externa do Irã. O país está submetido a uma série de sanções impostas pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas e pelos Estados Unidos, União Europeia e Canadá.

Programa nuclear

Parte da comunidade internacional acredita que o programa nuclear iraniano prevê a produção de armas atômicas. O governo do presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, nega essa intenção. Segundo ele, o programa nuclear do país tem fins pacíficos e um dos objetivos é a produção de medicamentos.

O Brasil apoia a busca por um acordo com Irã e condena as sanções internacionais.

No começo de junho, 12 dos 15 integrantes do Conselho de Segurança das Nações Unidas votaram a favor das sanções. Apoiaram as restrições ao Irã os seguintes países: os Estados Unidos, a França, Inglaterra, Rússia e China, além da Bósnia Herzegovina, do Gabão, da Nigéria, Áustria, do Japão, México e de Uganda.

Apenas o Brasil e a Turquia votaram contra as medidas. O Líbano se absteve das votações. As restrições afetam vários setores da economia iraniana, especialmente o comércio e a área militar.

Com informações Agência Brasil