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Haiti: Candidatos preocupados com a violência eleitoral

Michel Martelly e Mirlande Manigat, candidatos à presidência do Haiti, manifestaram preocupação nesta quinta-feira (10) com os incidentes violentos ocorridos durante a campanha eleitoral e pediram calma tendo em vista o pleito do próximo dia 20 de março.

Em seu primeiro debate público, realizado na quinta-feira, os candidatos condenaram o assassinato de três jovens que estavam distribuindo fotos e material de propaganda eleitoral da candidata Manigat na capital Porto Príncipe.

Martelly e Manigat também pediram que seus seguidores mantenham um clima de tolerância e convivência nos 10 dias restantes para o segundo turno das eleições presidenciais e legislativas.

Os dois candidatos enfatizaram a necessidade de prevenir comportamentos agressivos, a fim de assegurar o desenvolvimento pacífico e o encerramento da campanha.

Durante o debate televisivo, os concorrentes apresentaram os seus planos para os primeiros 100 dias no cargo.

Manigat visa implementar medidas para estabilizar os preços das commodities, travar a epidemia de cólera,que já matou 4,7 mil pessoas, e implementar mecanismos para atuar em situações emergenciais de desastres naturais.

Martelly, o favorito segundo pesquisas recentes, prometeu restaurar a autoridade do Estado, construir a confiança e desenvolver um plano para as pessoas desalojadas de suas casas após o terremoto de janeiro de 2010. Este fenômeno causou pelo menos 316 mil óbitos, 1,5 milhão de desabrigados e a destruição mais de 60 por cento das infra-estruturas de Porto Príncipe e cidades vizinhas.

Os dois candidatos também concordaram em acelerar o processo de reconstrução, aumentar a produção agrícola nacional e o desenvolvimento econômico na nação caribenha.

Além do chefe de Estado, os haitianos vão eleger 79 membros da Câmara dos Deputados, que se somarão a outros vinte já eleitos no primeiro turno, e sete senadores, que irão se juntar aos quatro já eleitos.

Fonte: Prensa Latina