ONU recebe comunicado sobre Cinco Patriotas
A membro do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Navy Pillay, recebeu hoje informações atualizadas sobre a situação jurídica dos Cinco Patriotas cubanos presos nos Estados Unidos, como ficaram conhecidos em todo mundo.
Publicado 09/09/2011 20:11
O representante permanente de Cuba em Genebra, embaixador Rodofo Reyes, enviou a Pillay uma carta falando sobre o caso de Antonio Guerrero, Fernando González, Gerardo Hernández, Ramón Labañino e René González.
Os Cinco Patriotas estão presos há 13 anos, após um julgamento considerado injusto e arbitrário, pela opinião pública cubana, por conta do trabalho realizado por eles de prevenção de ações terroristas contra seu país.
Entre as informações no comunicado diplomático, há uma que se refere a Gerardo Hernández, que atualmente entrou com recurso solicitando um habeas corpus.
Reyes citou o parecer de número 19/2005, realizado pelo Grupo de Trabalho sobre Prisão Arbitrária do Conselho de Direitos Humanos (CDH), da Organização das Nações Unidas (ONU), que não aprovou a prisão de Antonio, Gerardo, Fernando, Ramón e René.
Ela enfatizou os novos elementos no caso que vieram à tona nos últimos anos, como o pagamento do governo dos Estados Unidos a jornalistas de Miami para desenvolver uma campanha de propaganda contra os Cinco Patriotas.
Da mesma forma, denunciou a recusa de visto por mais de dez vezes, por parte de Washington, para as esposas de René e Gerardo – Olga Salanueva e Adriana Pérez, respectivamente.
Também foi encaminhado para o Alto Comissariado uma cópia do documentário Que o verdadeiro terrorista, por favor, levante-se, feito pelo cineasta estadunidense Saul Landau.
No filme, são exibidas imagens de violência contra Cuba, apoiadas e financiadas por diversas administrações ligadas à Casa Branca, durante décadas, além de contar a história dos Cinco Patriotas.
Reyes também enviou a diversos titulares especiais do órgão das Nações Unidas, entre eles relatores especiais que abordam a independência de juízes e advogados, tortura e outros tratamentos cruéis, além do Grupo de Trabalho sobre Detenção Arbitrária.
Fonte: Prensa Latina