CPI do Crime Organizado vai investigar ligação entre caso Master e PCC

O relator do colegiado, Alessandro Vieira (MDB-SE), suspeita que o banco teria sido capitalizado por meio de fraudes e dinheiro oriundo do tráfico de drogas

Reunião da CPI do Crime Organizado (Foto: Andressa Anholete/Agência Senado)

A CPI do Crime Organizado vai investigar a relação entre as fraudes do banco Master com o Primeiro Comando da Capital (PCC). O relator do colegiado, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), apresentou dez requerimentos relacionados ao caso.

Em agosto do ano passado, a Polícia Federal (PF) realizou a Operação Carbono Oculto na qual chegou ao esquema de fraude no setor de combustível envolvendo o PCC e seis fundos de investimento suspeitos de fazerem parte do esquema de fraude do Master.

O relator suspeita que o banco teria sido capitalizado por meio de fraudes e dinheiro oriundo do tráfico de drogas.

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“A inclusão do banco Master nada mais é do que o segmento do plano trabalho porque ele já tinha previsão desde o início, aprovado pelo colegiado por unanimidade, da apuração da atuação de fintechs, mercado financeiro, escritório de advocacia em lavagem de dinheiro vinculado ao crime organizado”, explica Vieira.

Além disso, o relator diz que é evidente a infiltração do crime nas esferas de poder, inclusive nas esferas mais altas.

“Então, a gente está seguindo nosso plano de trabalho, evidentemente agora, dando destaque para esse fato pela relevância, pelo tamanho do crime e pela gravidade dos fatos”, disse.

Entre os requerimentos apresentados pelo relator da CPI relacionados ao Master estão a convocação do banqueiro Daniel Vorcaro e de sócios, além de familiares de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

Vieira quer explicações da advogada Viviane Barci, esposa de Alexandre de Moraes, sobre contratos de R$ 129 milhões com o Master, e de dois irmãos do ministro Dias Toffoli sobre a venda de um resort no Paraná para fundos ligados ao Master. 

Com informações da Agência Senado

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