UEE-SP: organização, luta e unidade para derrotar Tarcísio em São Paulo

Nova direção da União Estadual dos Estudantes de São Paulo assume com discurso de enfrentamento ao governo paulista e convoca unidade contra ataques à educação

Foto: divulgação/UEE-SP

O movimento estudantil paulista vive um momento decisivo. Em meio a uma conjuntura marcada pelo avanço de políticas neoliberais, autoritárias e antipopulares no estado de São Paulo, a União Estadual dos Estudantes de São Paulo (UEE-SP) se coloca como uma ferramenta fundamental de organização, resistência e disputa política para derrotar o projeto representado pelo governo Tarcísio de Freitas.

Os ataques à educação pública têm sido sistemáticos: militarização das escolas, sucateamento da rede estadual, precarização do trabalho docente e ausência de diálogo com estudantes, professores e comunidades escolares. Trata-se de um projeto que trata a educação como mercadoria e a juventude como problema de segurança pública, e não como sujeito de direitos e de transformação social.

Diante desse cenário, o principal desafio da UEE-SP é transformar a indignação da juventude em organização concreta. Isso significa fortalecer os grêmios estudantis, os DCEs, os centros acadêmicos e as entidades de base; ocupar as escolas e universidades com debate político, cultura e mobilização; e dialogar com a juventude periférica, trabalhadora e preta, que sente na pele os efeitos do desmonte promovido pelo governo estadual. Derrotar Tarcísio passa, necessariamente, por construir uma ampla frente estudantil e popular, conectada com as lutas do povo paulista.

É nesse contexto que a posse da nova diretoria da UEE-SP, realizada no dia 8 de fevereiro, assume um profundo significado político. Mais do que um ato formal, a posse foi uma demonstração de força, unidade e compromisso com a luta social. Ao reunir estudantes de diversas regiões do estado e receber importantes movimentos sociais, como o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), o evento reafirmou o caráter classista, democrático e popular da entidade.

A presença dos movimentos sociais na posse da UEE-SP simboliza a compreensão de que a luta estudantil não está isolada, mas faz parte de um projeto mais amplo de transformação social. Educação pública de qualidade, democracia, soberania e justiça social só serão conquistadas com a unidade entre estudantes, trabalhadores do campo e da cidade, mulheres, juventude periférica e movimentos populares.

A nova diretoria assume, portanto, a tarefa de reorganizar o movimento estudantil paulista, ampliar a capacidade de mobilização e elevar o nível da disputa política no estado. Com coragem, unidade e organização, a UEE-SP seguirá na linha de frente da luta para derrotar o projeto conservador em São Paulo e construir um futuro com mais direitos, democracia e esperança para a juventude.

A história mostra: quando os estudantes se levantam, São Paulo muda. E a UEE-SP está pronta para cumprir esse papel mais uma vez.

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