Haddad é melhor nome para derrotar bolsonarismo em SP, diz Orlando Silva
O deputado do PCdoB lembra que Tarcísio foi eleito, por margem apertada, em uma conjuntura específica, a reboque de Jair Bolsonaro e sem ter de prestar contas
Publicado 05/04/2026 13:32 | Editado 06/04/2026 17:11
O deputado federal Orlando Silva (PCdoB-SP) avalia o nome do ex-ministro Fernando Haddad como a melhor escolha para derrotar o governador bolsonarista Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP).
Ele lembra que Tarcísio foi eleito, por margem apertada, em uma conjuntura específica, a reboque da candidatura de Jair Bolsonaro e sem ter de prestar contas de suas próprias decisões políticas.
“Era, por assim dizer, um livro sem história. Agora, há páginas escritas e elas não formam uma boa obra”, diz em artigo publicado na Carta Capital.
Haddad, por sua vez, assumiu a pasta da Fazenda com as contas públicas destruídas pelo governo Bolsonaro, que “fugiu sem deixar sequer o Orçamento do ano seguinte viabilizado, somada à bomba-relógio do calote nos precatórios”.
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Além disso, o país obteve crescimento medíocre e inflação galopante. “Haddad trabalhou desde a PEC da Transição até colocar a casa em ordem. Entregou o cargo com a menor inflação média dos últimos 20 anos, crescimento econômico médio de 3%, taxa de desemprego em 5,8% em fevereiro”, diz, destacando ainda a aprovação da reforma tributária.
Por outro lado, vendido como “gestor”, Tarcísio só sobrevive porque a burocracia que gere a máquina estatal anda sozinha, mas a verdade é que seu mandato é vazio de realizações para o povo e comprometido com o que há de pior na política paulista.
“Tarcísio entregou o que já estava preparado antes dele e o que realizou foi o pior possível: a explosão da violência policial, que mata indiscriminadamente nas periferias; a ruína da educação estadual, com militarização, privatização da gestão e sucateamento das condições profissionais; a criminosa privatização da Sabesp”, compara.
Do ponto de vista eleitoral, Orlando diz que as sondagens mostram que Haddad vence na capital, vai bem na região metropolitana e tem como calcanhar de Aquiles o interior e a baixada santista, que, hoje, desequilibram a disputa em favor do governador.
“O desafio, portanto, é ampliar a margem em São Paulo, avançar na região metropolitana e diminuir a vantagem de Tarcísio no restante. Difícil? Sim, mas não impossível”, calcula.
“Na minha opinião, serão necessários alguns movimentos, a começar pela escolha de um ou uma vice que dialogue com o interior do estado e tenha capacidade de agregação ao centro. Igualmente, o programa terá papel central e deverá criticar a inépcia do governo Tarcísio, explorar as realizações de Lula, mas, principalmente, apresentar propostas e perspectivas que atraiam segmentos do eleitorado, quebrem resistências e acenem a setores econômicos”, defende.