Iranianos formam correntes humanas em usinas e pontes após ameaças de Trump

Mobilização em cidades estratégicas responde ao ultimato dos EUA, que prometem atacar a infraestrutura civil

População se mobiliza para protestar contra crime de guerra dos EUA

Milhares de iranianos formaram correntes humanas ao redor de usinas de energia e pontes estratégicas nesta terça-feira (7). A mobilização responde ao ultimato do presidente norte-americano Donald Trump, que ameaçou realizar ataques aéreos de crime de guerra contra a infraestrutura civil do país caso o governo iraniano não reabra o Estreito de Ormuz.

O movimento foi convocado por Alireza Rahimi, vice-ministro da Juventude e Esportes, sob o lema “Corrente Humana da Juventude Iraniana por um Amanhã Brilhante”. Segundo as agências locais Fars, IRNA e Mehr, os atos ocorreram simultaneamente às 14h (horário local) em diversas regiões. As concentrações ocorreram em locais estratégicos, como a usina termoelétrica de Kazeroon, em Fars, e as proximidades da usina nuclear de Bushehr. No Khuzestan, os manifestantes ocuparam a Ponte Branca e a usina Ramin, em Ahvaz, com mobilizações registradas também nas cidades de Tabriz, Dezful e Qazvin.

Os manifestantes utilizaram cartazes classificando ataques a alvos civis como crimes de guerra e defendendo o patrimônio nacional. Enquanto o governo dos EUA mantém a retórica de “ataques devastadores”, Teerã utiliza a mobilização popular como demonstração de resistência e unidade interna contra a pressão externa.