Gravações revelam que Dallagnol comemorou a vitória da extrema direita

O Procurador da República também celebrou a derrota da esquerda

Foto: José Cruz/Agência Brasil

A revelação de Caio Junqueira (CNN Brasil) de que em 2018 Deltan Dallagnol comemorou a vitória de Wilson Witzel (afastado por corrupção) e a derrota de parlamentares honrados e progressistas, dentre as quais a Senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), é mais uma evidência de que eles sempre foram parciais e estavam a serviço da extrema direita e dos Estados Unidos no objetivo de destruir as empresas nacionais e interromper o projeto de desenvolvimento soberano que vinha sendo experimentado no Brasil, com erros e acertos.

Tal fato é mais uma revelação que se soma a tantas outras revelações bombásticas, inicialmente publicadas por The Intercept, mostrando que o então juiz Sérgio Moro combinava procedimentos com a chamada operação Lava Jato – chefiada exatamente pelo procurador Deltan Dallagnol – para decidirem quem condenavam ou absorviam.

O próprio ministro do STF, Dias Toffoli, acaba de revelar que há evidências de que os ataques contra a democracia brasileira e as instituições nacionais tiveram financiamento estrangeiro, ou seja, os operadores visíveis não eram meros aloprados idiotizados. Eram marionetes a serviço do império americano na sua histórica determinação de liquidar todos e todas que eventualmente se oponham às suas pretensões hegemônicas.

Também está publicado e escancarado que os procuradores e uma delegada da polícia federal – tudo indica que foi a mesma que levou ao suicídio o honrado professor e reitor da Universidade Federal de Santa Catarina – chegaram a lavrar um depoimento sem que a testemunha sequer fosse ouvida. A sequência de crimes parece não ter fim.

Isso tudo é tão absurdo que até pode parecer como algo irreal, fantasioso. Talvez, mas apenas para quem raciona pelo padrão do chamado estado democrático de direito, não para quem opera, como eles, pelas regras das prisões americanas de Guantánamo, onde o “condenado” é previamente escolhido, o eventual julgamento é mera formalidade e a reclusão incomunicável é a regra de procedimento.

Infelizmente não é fantasia. Está tudo documentado. E a única linha de defesa que os criminosos apresentam é de que eles “não reconhecem a autenticidade das gravações”. Esquecem, por limitação técnica ou diversionismo, que as gravações, por determinação do STF, foram periciadas pela polícia federal que não encontrou qualquer evidência de adulteração nas mesmas, ou seja, eles disseram e fizeram o que ali está gravado. Agiram deliberadamente para ajudar na eleição da extrema direita e na derrota da esquerda.

E, nessa cruzada, a primeira medida era exatamente derrotar as forças de esquerda que não apenas defendiam os interesses dos trabalhadores mas, igualmente, tentavam (e tentam) construir um projeto soberano de nação, ou seja, tudo que a CIA e os seus “cachorros” [termo que os órgãos de repressão utilizam para nominar traidores e delatores que lhes prestam serviços] querem impedir que aconteça nas nações em desenvolvimento.

Quando o então juiz Sergio Moro foi nomeado Ministro de Bolsonaro – eleito após Lula ser impedido por Moro não apenas de concorrer, mas de circular pelo país – as evidências do crime já estavam escancaradas; quando Bolsonaro agradeceu ao general Vilas Boas a contribuição fundamental à sua vitória, não havia mais dúvidas das tramas golpistas. Todos sabiam, mas quem dela participou certamente não tinha interesse em admitir. E assim foi-se levando até que as gravações vieram à tona e desmascararam a farsa.

Diante dos fatos até mesmo seus aliados mais fiéis reconhecem que eles estão desmascarados, apesar de ainda resistirem. Até mesmo a imprensa americana (New York Times, The Economist) já querem “certa distância” de Moro. Não há ninguém com um mínimo de isenção que lhes acreditem. Sabem que eles agiram a serviço de terceiros para usufruir benefícios: emprego de ministro, montar fundação com bilhões da Petrobras, etc.

E assim, como ninguém engana a todos o tempo todo, agora falta o julgamento e a punição rigorosa pelos inúmeros crimes que cometeram. Pois, diferentemente do que sustentava Deltan Dallagnol de que “não tinha provas, mas tinha convicções”, os seus crimes estão amplamente documentados, com provas periciadas pela própria polícia federal.

Mas resta a lição e a autocritica a todos que, por ação ou omissão, contribuíram para que o país chegasse nesse caos: economicamente fragilizado, moralmente abalado, degradado socialmente, com sua democracia ameaçada, mais de 10 milhões de pessoas atingidas pela pandemia e com mais de 250 mil mortos.

Esse é o preço da farsa que levou Dallangnol a comemorar o êxito de seus aliados de extrema direita e a derrota momentânea de patriotas honrados que sempre estiveram ao lado do povo, como Vanessa Grazziotin, Requião, Lindbergh, Dilma Rousseff, etc.

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