Em meio à disputa entre Liberais e Conservadores, à esquerda restou a resistência armada. Assim nasceram as guerrilhas colombianas, fruto de uma política construída por e para as elites que sufocou a oposição até a morte, literalmente. A pesquisadora Carolina Ramos, especialista em Colômbia, investigou o período da Frente Nacional (1958 – 1974) e conta o longo caminho desde o nascimento da guerrilha até a implementação do acordo de paz, conquistado em 2016.
Por Mariana Serafini
Delegações das duas principais guerrilhas da Colômbia, Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia – Exército do Povo) e ELN (Exército de Libertação Nacional) estiveram reunidos em Cuba com o presidente Raúl Castro, nesta quinta-feira (11), para tratar o avanço do processo de paz com o governo colombiano. Na ocasião, denunciaram o quanto o paramilitarismo representa uma ameaça à paz sólida e duradoura.
O governo colombiano apresentou nesta quarta-feira (1/2) uma série de projetos de lei vinculados ao processo de paz com as Farc, entre eles o ato legislativo que garante a criação do partido político do grupo após deixar as armas.
Depois de mais de 50 anos de conflito, a Colômbia está a poucos passos da paz definitiva. Os últimos dois mil membros das Farc chegam esta semana às zonas de transição onde devem deixar as armas e começar a ingressar na vida civil. Além disso, no dia 8 de fevereiro começa a fase pública de negociação de paz do governo com o ELN (Exército de Libertação Nacional), o último grupo de guerrilha do país.
Por Mariana Serafini
Depois de quatro anos do início do processo de paz entre o governo da Colômbia e a Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia – Exército do Povo (Farc-EP), enfrentando centenas de dificuldades, agora os colombianos vivemos a expectativa da implementação do acordo. Esse é o principal desafio que cada ponto pactuado em Havana nos impõe como país.
Por Piedad Córdoba*
Após quatro anos de negociações, o acordo de paz entre as Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) e o governo colombiano finalmente foi assinado e ratificado, em 30 de novembro.
Por Pedro Sibahi
Depois do bem-sucedido acordo de paz com as Farc, o presidente colombiano, Juan Manuel Santos anunciou em Davos que a negociação com o ELN (Exército de Libertação Nacional) vão começar no dia 8 de fevereiro em Quito, no Equador.
O Conselho de Segurança da ONU vai analisar nesta quarta-feira (11) os avanços da implementação do acordo de paz na Colômbia depois de mais de 50 anos de conflito entre o governo e as Farc-EP (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia-Exército do Povo).
O líder das Farc, Timoleón Jiménez, fez nesta terça-feira (27) um chamamento pelo respeito aos acordos assinados com o governo colombiano, em particular a lei de anistia, conceito chave para a organização, já aprovado no Congresso em primeiro debate.
Rodrigo Londoño – ou o comandante Timochenko, como é conhecido, ou mesmo Timoleón Jiménez – é, seguramente, a face mais visível das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia). Como líder do grupo, participou de todo o processo de negociação e discussão do acordo de paz entre o governo e a guerrilha, além de ter sido o responsável por assinar o texto com o presidente Juan Manuel Santos.
O comandante máximo das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia), Timochenko, disse acreditar que os opositores ao acordo de paz mentiram para a população, além de ter havido manipulação midiática. Ele credita a rejeição ao texto na votação ao fato de que o governo de Juan Manuel Santos direcionou a campanha de maneira errada.
O comandante máximo das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia), Timochenko, disse acreditar que os opositores ao acordo de paz mentiram para a população, além de ter havido manipulação midiática. Ele credita a rejeição ao texto na votação ao fato de que o governo de Juan Manuel Santos direcionou a campanha de maneira errada.