Uma incursão aérea da Otan no Afeganistão provocou a morte de vários civis na província meridional de Helmand, um reduto dos talibãs, anunciaram neste sábado (6) as autoridades locais.
Mais de 20 pessoas morreram em combates entre as tropas de ocupação, que apoiam o regime de Hamid Karzai, e guerrilheiros , ocorridos em várias regiões do Afeganistão, de acordo com a imprensa de Cabul, capital do país.
O presidente do Afeganistão, Hamid Karzai, condenou neste sábado (23) o duplo atentado ocorrido na Noruega nesta sexta-feira, que deixou pelo menos 91 mortos, e classificou o terrorismo como uma ameaça no mundo todo.
O general David Petraeus, comandante norte-americano das forças da Otan no Afeganistão, transmitiu seu cargo nesta segunda-feira a outro general estadunidense, John Allen. A cerimônia de entrega do comando ocorreu em Cabul poucas horas após o atentado que resultou na morte de um importante assessor do presidente afegão, Hamid Karzai.
O conflito no Afeganistão registrou a morte de mais de 1,4 mil civis durante os seis primeiros meses de 2011, o que representa 15% a mais que durante o primeiro semestre de 2010, anunciou a Missão da ONU no país (Unama).
Obama construiu sua fala sobre o Afeganistão[1] numa retórica de surrealismo militarizado supranacional. O que disse sobre o futuro da guerra foi absolutamente falso – talvez não tenham sido mentiras, mas, sim, foram falsidades contadas pela metade. Considerem-se só as duas principais: que sua investida consistiu em enviar para lá só 33 mil soldados; e que “no próximo verão”, os americanos estarão a caminho de casa, deixando o Afeganistão.
Por Tom Engelhardt, no TomDispatch
Em pleno início da retirada das tropas internacionais do Afeganistão, as autoridades do país acirram suas diferenças de fronteira com o Paquistão, ao fio de constantes confrontos e denúncias de lançamentos de projéteis. "Mais de 700 projéteis lançados pela polícia de fronteira do Paquistão caíram em nosso solo nesta semana", disse neste sábado o porta-voz afegão de Interior, Sediq Sediqi, que aposta em uma saída pacífica para o problema.
O novo secretário de Defesa americano, Leon Panetta, chegou neste sábado (9) a Cabul, iniciando uma visita surpresa ao Afeganistão quando os Estados Unidos devem começar a reduzir seu contingente no local. O funcionário americano, que tomou posse há menos de dez dias subtituindo Robert Gates, se reunirá com o presidente afegão Hamid Karzai.
A Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) admitiu nesta quinta-feira (7) a morte de civis em mais um bombardeio aéreo em Shamal, na província de Khost, no Afeganistão. Segundo confirmações de uma autoridade da região, que faz fronteira com o Paquistão, um total de 13 afegãos morreram no ataque realizado na noite desta terça-feira (5).
Quase em direta proporção com a queda a pique dos laços de Washington com os seus aliados de Cabul e Islamabad, o Irã intensificou a sua atividade política e diplomática sobre o problema do Afeganistão e a situação regional. Teerã considera que as relações dos EUA com os governos afegão e paquistanês sofreram um sério revés e que é pouco provável que haja uma rápida recuperação.
Por M K Bhadrakumar*, em odiario.info
A possível retirada das tropas de ocupação da Otan do Afeganistão "ameaçará a segurança em toda a Ásia Central", disse nesta quarta-feira (6) o embaixador da Rússia na Otan, Dmitri Rogozin.
O presidente do governo espanhol, José Luis Rodríguez Zapatero, anunciou nesta sexta-feira (24) que a Espanha retirará todas as tropas que tem mobilizadas no Afeganistão de forma gradual até 2014. Zapatero fez este anúncio na entrevista coletiva posterior ao Conselho Europeu realizado em Bruxelas, na qual detalhou que a retirada gradual dos 1,5 mil soldados espanhóis atualmente no Afeganistão começará no primeiro semestre de 2012. Neste período, sairá cerca de 10% do contingente.