O racionamento de água na região metropolitana de São Paulo tem como agravante o festival de nonsense perpetrado pela equipe do governo Alckmin. A comédia começa com as declarações de Paulo Masssato, diretor metropolitano da Sabesp, dizendo que “se houver alguma crise maior, vamos distribuir água de canequinha”.
Por Edson Domingues, para o Diário do Centro do Mundo*
Prefeitos das regiões que estão sendo mais afetadas pelo colapso hídrico – como os municípios que são abastecidos pelo Sistema Alto Tietê e Cantareira –, resolveram agir diante da passividade do Governo do Estado de São Paulo e propuseram a criação de um plano de contingência para encarar o problema, que já afeta a vida das pessoas e causa impacto na economia. O anúncio foi feito pelo comitê, em reunião que ocorreu nesta sexta-feira (13).
As investigações da Polícia Federal de que empreiteiras citadas na operação Lava Jato depositaram dinheiro de esquemas de desvios na Petrobras em contas legais de campanha eleitoral, abertas e fiscalizadas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), põem em dúvida a procedência do financiamento político do PSDB, DEM e PSB.
Enquanto nos aproximamos do colapso total no abastecimento em São Paulo, políticos tentam desesperadamente culpar a natureza: “é por causa da falta de chuva”. Nada disso. O problema é político mesmo.
Por Gabriel Kogan, no site Cosmopista
Os reservatórios do Sistema Cantareira registraram aumento nos níveis pelo terceiro dia consecutivo. O principal manancial de abastecimento da região metropolitana de São Paulo opera neste domingo (8) com 5,7% da sua capacidade. A Companhia de Saneamento do Estado de São Paulo (Sabesp) informou que o volume armazenado aumentou 0,1 ponto percentual.
Especialistas afirmam que não há controle de qualidade das águas de poços, bicas e minas; água não tratada pode levar a surtos de hepatite A, rotavírus, diarreia e gastroenterites
Empossado no mês passado na Secretaria de Saneamento e Recursos Hídricos pelo governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), o engenheiro civil com mestrado em hidrologia e doutorado em recursos hídricos Benedito Braga parece ter todos os predicados necessários para conduzir a pasta – à qual a Sabesp está subordinada – em um momento delicado como a atual crise de abastecimento, que pode levar a um racionamento de água severo e até ao esgotamento do Sistema Cantareira.
Movimentos sociais, sindicatos e organizações não governamentais reunidas no Coletivo Luta pela Água anunciaram na manhã de desta quarta-feira (4) que vão ingressar com uma Ação Civil Pública na Justiça paulista, pedindo a responsabilização de agentes públicos pela falta de água em São Paulo.
O governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB) decretou a redução do ICMS sobre galões de 10 e 20 litros de água. Dessa maneira, o recurso entra no rol de produtos que compõem a cesta básica. O Idec (instituto de defesa do consumidor) condenou a medida e alertou para a privatização da água em meio à crise hídrica.
O sonho presidencial de Geraldo Alckmin pode ir para o ralo. Até a Sabesp trabalha com a hipótese de um “rodízio drástico”, com cinco dias sem água e dois dias com este líquido cada vez mais escasso em São Paulo. A gritaria contra a falta de planejamento e de investimentos neste setor já contagia até os eleitores arrependidos do governador tucano.
O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, afirmou que a Sabesp está avaliando e monitorando permanentemente a situação hídrica do estado e que não há, até o momento, nenhuma decisão acertada sobre a possibilidade de rodízio para economizar água. Alckmin foi recebido, nesta sexta (30), pela presidenta Dilma Rousseff para detalhar as medidas de enfrentamento à crise hídrica.
Está no Tribunal Regional Federal da 3ª Região a mais contundente acusação ao governo Geraldo Alckmin pelo descaso com que conduziu a questão da água de São Paulo. Trata-se da Ação Civil Pública Ambiental, com pedido de tutela antecipada (isto é, de permitir decisões antes do julgamento final) proposta pelo Ministério Público Federal de São Paulo e pelo Ministério Público Estadual.
Por Luis Nassif*, no Jornal GGN