Em entrevista publicada neste sábado (17) pelo jornal Correio Brasiliense, o ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Sérgio Etchegoyen, definiu o assassinato da vereadora Marielle Franco (PSol-RJ) como “uma execução”. Um dos mentores da intervenção federal no Rio de Janeiro, o general afirmou que “não é prudente abandonar nenhuma” hipótese para o crime durante as investigações.
O ato integrou a “Marcha das Solidariedades – o racismo de Estado mata”, organizada por dezenas de ONGs antirracismo e de defesa dos direitos humanos que denunciam a violência policial na França. A marcha por Marielle Franco, que percorreu em uma hora e meia os pouco 2km entre a Ópera e a estação Gare du Nord, de onde saem os trens para Bruxelas e Londres, integrou o evento com uma ala específica.
Paloma Varón de Paris
O assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL-RJ) causou uma comoção nacional. Milhares de manifestantes saíram às ruas em várias cidades nesta quinta-feira (15) para exigir justiça e o fim da onda de ódio e preconceito que cresceu no país desde a cruzada golpista contra a nossa democracia.
Por Altamiro Borges*
Estimadas irmãs e irmãos, Paz e Bem!
Nossa vocação primeira enquanto franciscanos é “seguir os passos de Cristo ao modo de Francisco”. São cristalinamente manifestos na Sagrada Escritura, o respeito, o carinho, a dileção e a confiança que Jesus depositava na figura das mulheres.
Por Frei Fidêncio Van Boemmel*
Entre tantas vítimas, jovens ou não, mulheres ou homens, gays ou héteros, negros, pardos, índios, até mesmo brancos, por que há uma indignação dedicada ao assassinato de uma pessoa específica? Por que, ao menos ontem e hoje, há uma comoção, em grande parte espontânea e, em parte, interesseira em torno do assassinato da vereadora Marielle Franco, me pergunto?
Por Carolina Maria Ruy*
A violência toma conta do Brasil. No ano passado 61 mil pessoas foram assassinadas, a maioria constituída de jovens negros. No dia 14 de março foi executada a vereadora Marielle Franco, do Rio de Janeiro, elevando o patamar da barbárie.
Vereadora Marielle Franco, do PSOL do Rio de Janeiro, foi última vítima da violência que atinge líderes e militantes políticos no país. Veja relação.
A munição utilizada para o assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL) e do motorista Anderson Pedro Gomes, na quarta-feira (14), é de lote vendido para a Polícia Federal de Brasília em 2006. A munição é UZZ-18, o mesmo utilizado na maior chacina da história de São Paulo.
Costuma-se dizer que os brasileiros não sabem qual é a função de um vereador e muito menos em quem votou nas últimas eleições. Nesta quinta-feira, entretanto, as multidões que se reuniram no centro do Rio de Janeiro e de outras capitais sabiam que Marielle Franco — negra, nascida e criada no Complexo da Maré, mãe desde os 18 anos e ativista pelos direitos humanos — era representante do povo carioca.
Anderson, o ‘pai amoroso e marido maravilhoso’ morto com a vereadora Marielle.
Rio de Janeiro, São Paulo, Brasília, Porto Alegre, Belém e Belo Horizonte foram algumas das cidades que realizaram manifestações nesta quinta-feira (15) para repudiar o assassinato da vereadora e militante de direitos humanos Marielle Franco (PSOL-RJ) ocorrido na quarta-feira (14) no Rio de Janeiro. A parlamentar foi morta a tiros no centro do Rio. O ataque também vitimou o motorista Anderson Pedro, que faleceu e deixou ferida uma assessora.
O Conselho Nacional de Direitos Humanos (CNDH) aprovou nesta quinta-feira uma missão emergencial ao Rio de Janeiro para acompanhar a apuração do assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL-RJ) nesta quarta-feira (14). Fabiana Galera, presidenta do Conselho, associa a morte da parlamentar ao estado de exceção inaugurado no Brasil pós golpe. “É uma violência institucional que acaba se reproduzindo em todas as esferas”, declarou ao Portal Vermelho.
Por Railídia Carvalho