Para analistas, políticas de austeridade prejudicam os trabalhadores e o país. Evento realizado em São Paulo também analisou propostas dos presidenciáveis.
Lançado em audiência pública na Comissão de Direitos Humanos no Senado, o trabalho reúne dados dos efeitos dos cortes de gastos em várias áreas.
Aprisionados em "modelos econométricos" cada vez mais distantes da realidade social, economistas liberais continuam aferrados à ideia de cortar gastos como unica alternativa possível para garantir o equilíbrio das contas públicas, sem levar em consideração o impacto dessas políticas de austeridade no dia a dia das pessoas.
Quais os efeitos da austeridade na ponta? No acesso aos direitos sociais como saúde e educação? Na vida das pessoas do campo? Na preservação do meio ambiente? No acesso à cultura da população mais carente? Como fica o papel do Estado na garantia de direitos humanos básicos? Na redução do déficit habitacional? E como ficam os princípios básicos da Constituição Federal de 1988 nesse contexto de austeridade? Há alternativas a esse projeto?
Recessão, crise econômica e requalificação do Estado são alguns dos jargões que têm ganhado as capas de jornais e ocupado espaço no debate público em todo o mundo, mostrando que o debate da austeridade está na ordem do dia. Depois das graves recessões na Grécia, Irlanda, Portugal, Chipre e Espanha no final da primeira década do novo milênio, de 2015 para cá é o Brasil a bola da vez.
Os cortes fiscais drásticos, agravados pela emenda do teto, são fatais não apenas para o órgão criado em 1985, mas também para uma concepção alargada e inclusiva de política pública de cultura inaugurada nos anos petistas.
Por Paula Quental
O primeiro-ministro da Jordânia, Hani Mulki, apresentou sua renúncia ao rei Abdullah depois de cinco dias de protestos contra as medidas de austeridade do governo
A capital da Jordânia, Amã, se transformou no palco dos maiores protestos dos últimos cinco anos. Motivo: uma reforma fiscal proposta pelo Governo liderado por Hani Mulki, com o apoio do Fundo Monetário Internacional, que faz parte de um pacote legislativo que impõe ao país três anos de austeridade
Cortes de gastos fragilizam os serviços públicos e, em decorrência, a participação da mulher na política. Também causam sobrecarga na vida doméstica.
Por Ana Luiza Matos de Oliveira, Ana Paula Guidolin e Pedro Rossi*
Róber Iturriet Avila analisa a maneira pela qual o Brasil intensifica as desigualdades ao aplicar uma política tributária que privilegia a taxação ao consumo e não à renda.
Coordenador da plataforma econômica do pré-candidato à Presidência Geraldo Alckmin (PSDB), Persio Arida quer “desengessar” a economia às custas da Saúde e da Educação públicas. Em entrevista à Folha de S. Paulo, ele defendeu mudar a Constituição para “flexibilizar” a administração de gastos hoje obrigatórios e de tributos. Para o especialista em Orçamento Público, Flávio Tonelli, a proposta agride o pacto social de 1988 e deve agravar o subfinanciamento de áreas já sensíveis.
Mobilização vai até 28 de abril e propõe a realização de rodas de conversa pelo país em prol do fim da política econômica de austeridade e da Emenda Constitucional 95.