Líderes dos partidos da oposição chilena criticaram a atuação policial frente às manifestações sociais no país e asseguraram que este será o tema principal do Congresso a partir do encerramento nesta semana do recesso dos trabalhos legislativos.
Neste domingo (26), manifestantes tomaram as ruas de várias cidades do Chile para protestar contra a lentidão na reconstrução de várias cidades destruídas, há dois anos, por terremoto seguido por tsunami.
Observadores de Direitos Humanos da Rede Sitios de Memoria de Chile denunciaram a excessiva violência policial no contexto dos protestos da região de Aysén contra o alto custo da vida.
Organizações sociais convocaram uma manifestação nesta segunda-feira (20), em Santiago, em solidariedade aos protestos populares na região de Aysén, motivadas pelo isolamento dessa zona extrema do país.
A alta representante da ONU para os Direitos Humanos, Navi Pillay e o diretor geral da Organização Internacional do Trabalho (OIT), Juan Somavia, receberam na sede da ONU, em Genebra, Suíça, Camila Vallejo, a carismática dirigente estudantil hoje vice-presidenta da Federação de Estudantes da Universidade do Chile (Fech), Karol Cariola, secretária geral das Juventudes Comunistas do Chile e Jorge Murúa, dirigente do Sindicato de Trabalhadores Metalúrgicos.
Por Christian Palma*
Cidadãos apáticos e gerações perdidas são expressões que costumam fazer parte de discursos sobre os jovens que vieram ao mundo depois daqueles que saíram às ruas lá pelos anos 1960 e 1970. Mas a generalização, por sorte, não serve para descrever os protagonistas das manifestações estudantis que marcaram o ano de 2011 – e cujos desdobramentos são nossa realidade ainda hoje, já que a luta está longe de acabar.
Baltasar Garzón vai ficar 11 anos afastado de sua profissão
Parlamentares de oposição e pessoas que foram afetadas pelo terremoto que atingiu o Chile em 27 de fevereiro de 2010 desmentiram os avanços divulgados pelo governo sobre a reconstrução de locais afetados.
Na campanha presidencial de Sebastião Piñera, um dos pontos fracos mais explorados por seus adversários era o relacionado aos seus negócios e um passado empresarial que esteve várias vezes à beira do legal com respeito ao tratamento dado aos seus trabalhadores ou seu comportamento financeiro para erigir uma das maiores fortunas do país.
Representantes indíginas denunciaram, através da redes sociais, que a polícia chilena invadiu novamente, e de forma violenta, a comunidade mapuche da Araucanía. Segundo informações da Rádio Cooperativa do Chile, os carabineiros (policiais) fizeram uso de armas de "grosso calibre" na comunidade mapuche de José Guiñón, do município de Ercilla.
A Confech (Confederação dos Estudantes do Chile) pediu aos membros do Parlamento que rechacem o projeto de lei que prevê o fortalecimento "do resguardo da ordem pública", mais conhecido como Lei Hinzpeter, em referência ao ministro do Interior, Rodrigo Hinzpeter.
O presidente do sindicato de Professores do Chile, Jaime Gajardo, denunciou a expulsão de três mil estudantes de seus colégios e a dispensa imposta a centenas de professores por participar em mobilizações contra o atual modelo educacional.