O ministro da Defesa, Celso Amorim, sugeriu nesta segunda-feira (4) que os centros de informações dos três comandos das Forças Armadas (Exército, Marinha e Aeronáutica) estarão à disposição da Comissão da Verdade. O colegiado, composto por sete integrantes, terá dois anos para investigar crimes contra os direitos humanos entre 1946 e 1988.
Em sigilo, começou esta semana a autópsia da ditadura brasileira. Durante 16 horas de depoimento em Vitória, ES, ao longo de segunda (28) e terça-feira (29), o ex-delegado do DOPS Cláudio Antônio Guerra e o ex-sargento do DOI-CODI Marival Chaves Dias do Canto falaram pela primeira vez e formalmente ao Ministério Público Federal, na presença da coordenadora da Comissão Parlamentar da Verdade da Câmara, deputada Luiza Erundina (PSB-SP).
Um festival que pretende resgatar a verdade sobre a dituradura militar no país. É o que se pode esperar do "Cinema Pela Verdade", que promoverá, gratuitamente, até o dia 6 de junho, sessões com cinco filmes nacionais escolhidos sobre o tema com o objetivo de discutir os acontecimentos daquele tempo. Para tanto, foram organizados debates que acontecerão sempre após a exibição do filme. A mostra acontece nas 27 capitais do país.
Professor emérito da Faculdade de Direito da USP vê resquícios da ditadura na universidade e cobra apuração dos elos entre o regime e a instituição.
Por Leandro Melito, da Rádio Brasil Atual
O Teatro Celina Queiroz, foi o palco na noite desta quinta-feira (24) para o lançamento da 2ª edição do livro “Guerrilha do Araguaia – a esquerda em armas”, do historiador e professor da Universidade Federal de Goiás, Romualdo Pessoa Campos Filho. Durante o evento, fruto da parceria entre o Centro Acadêmico Pontes de Miranda (Direito – Unifor) com a Fundação Maurício Grabois e a Associação Anistia 64-68, também foi realizado um debate sobre a Comissão da Verdade.
Ex-preso político e autor de três livros sobre vítimas da ditadura, o frade dominicano Carlos Alberto Libânio Christo, o Frei Betto, teme que a Comissão da Verdade se torne uma comissão da vaidade. Para ele, ainda que se ouçam os dois lados, não se pode comparar os agentes da ditadura aos militantes políticos.
Nas últimas semanas, a sociedade brasileira tem discutido a importância de abrir os arquivos da ditadura para conhecermos a “verdade”. É uma ótima iniciativa que já chega tarde. Tenho dúvidas se algum dia teremos acesso a essa tal “verdade”, mas revelar os segredos contidos nesses arquivos será certamente útil para conhecer um pouco mais da nossa história recente. Para revelar quem nós somos.
Por Antonio Brasil*
"Em novembro de 2010, o Estado brasileiro foi condenado pela Corte Interamericana de Direitos Humanos no caso Gomes Lund e outros vs. Brasil sobre a Guerrilha do Araguaia. Entre 1964 e 1985, cerca de 30 mil pessoas foram torturadas, destas em torno de 150 ainda estão desaparecidas. Na guerrilha do Araguaia concentram-se metade desses desaparecidos políticos." Abaixo, a reprodução na íntegra de um dos trabalhos que integram o Especial Caros Amigos Comissão da Verdade, lançado neste mês de maio.
O que esperar da Comissão da Verdade, instalada no dia 16 de Maio pela presidenta Dilma Rousseff? Numa tentativa de trazer à tona casos mais emblemáticos de mortos e desaparecidos políticos, durante a ditadura militar (1964 a 1985), e escarafunchar denúncias, a Revista Caros Amigos lançou neste mês de maio um especial sobre o tema. Abaixo, confira uma das matérias cedidas ao Vermelho, pela publicação, que aborda a Guerrilha do Araguaia. Há indícios de que 'novos' guerrilheiros teriam entrado na guerrilha depois da invasão do exército.
A Comissão da Verdade terá dois anos para elaborar um detalhado relatório sobre as violações dos direitos humanos no Brasil entre 1946 e 1988, que inclui a ditadura militar (1964-1985), período no qual esses crimes foram política de Estado. A designação dos membros e sua instalação ganharam elogios nacionais e estrangeiros, assim como com a já conhecida rejeição dos repressores da ditadura brasileira.
A Folha de S. Paulo de domingo (20), ecoando a instalação da Comissão da Verdade, entrevista a filha de uma vítima da repressão: Ñasaindy Barrett de Araújo, filha de Soledad Barrett, que foi assassinada em Recife, em 1973, por sicários do DOPS de São Paulo comandados pelo delegado Sérgio Fleury. Uma entrevista, é preciso dizer, controversa… (JCR)
Por Urariano Mota
A Comissão da Verdade, nomeada pela presidente Dilma, corre o risco de se transformar em Comissão da Vaidade, caso seus integrantes façam dela alavanca de vaidades pessoais.
Por Frei Betto*