Indignação, medo e desconfiança da polícia imperam na comunidade atingida pela chacina de 7 trabalhadores em janeiro, entre eles o DJ Lah; 6 PMs estão presos, mas pelo menos 14 foram vistos na cena do crime.
Famílias que ocupam há cinco anos parte da fazenda Castanhais, no Pará, foram agredidas durante uma ação da Polícia Civil. De acordo com relatos dos trabalhadores rurais, as agressões ocorreram tanto por policiais quanto por seguranças de fazendas que acompanhavam a ação. As terras ocupadas fazem parte do complexo de fazendas do Grupo Agropecuária Santa Bárbara, do banqueiro Daniel Dantas, que concentra 600 mil hectares de terras no Sul do Pará.
Ao contrário do que divulga a Secretaria de Segurança Pública (SSP) de São Paulo, em sua página na internet, o número de casos de homicídios dolosos (com intenção de matar) cresceu 16,9% no estado de São Paulo em janeiro deste ano, em relação ao mesmo mês de 2012. Foi o sexto mês consecutivo de alta, na comparação com o mesmo mês do ano anterior. Os dados são do próprio governo do PSDB de Geraldo Alckmin, que preferiu divulgar dados comparativos de janeiro de 2013 ao mês de dezembro de 2012.
O Ministério Público Federal (MPF) em Mato Grosso do Sul ajuizou, na tarde de sexta-feira (22), uma ação judicial para que a União encaminhe forças policiais para a Terra Indígena Tey'ikue, em Caarapó, sul do estado. Com a medida, o MPF quer preservar a integridade física da comunidade, que na manhã do mesmo dia sofreu ataque de homens armados.
Maria (nome fictício) é uma dos quase 800 funcionários do parque de diversões Hopi Hari, localizado no interior de São Paulo. Em 2010, quando trabalhava havia cinco anos no local, ela relatou ter passado por duas revistas constrangedoras: além de ter de esvaziar os bolsos e tirar os sapatos, uma segurança solicitou-lhe que soltasse o botão da calça e levantasse a camisa. Segunda ela, seu nécessaire pessoal já havia sido revistado em outras ocasiões por seguranças do sexo masculino.
Um líder do movimento camponês paraguaio foi assassinado na tarde de terça-feira (19) no departamento de Concepción, zona central do país. Atingido por pelo menos 15 disparos em sua residência, Benjamín “Toto” Lezcano, de 53 anos, era um ferrenho opositor da monocultura de soja e do uso de sementes transgênicas na região.
Representantes de organizações ligadas à comunicação defenderam mais rigor na apuração de crimes contra jornalistas, durante a primeira reunião do Grupo de Trabalho (GT) sobre Direitos Humanos dos Profissionais de Jornalismo no Brasil realizada na terça-feira (19). A federalização da investigação desses crimes foi apontada como possível solução para o problema.
Começou na manhã desta segunda-feira (18) o julgamento do estudante e ex-seminarista Gil Rugai, acusado de matar o pai, Luiz Carlos Rugai, e a madrasta, Alessandra de Fátima Troitino. Os crimes ocorreram há nove anos. O réu, que chegou a ficar preso por dois anos durante o processo, mora atualmente com a avó materna em São Paulo. Ela nega seu envolvimento.
O Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ) divulgou que o número de profissionais mortos em 2012 foi 43% maior que o de 2011. O relatório anual "Ataques à Imprensa" revela que 70 jornalistas foram mortos no mundo em 2012. A maioria das mortes, 28, foi na Síria, que vive um conflito desde março de 2011.
O ex-senador Luiz Estevão de Oliveira Neto foi condenado a quatro anos e oito meses de reclusão pelo crime de sonegação de impostos. A esposa dele, Cleicy Meireles de Oliveira, também foi condenada a cumprir a mesma pena. A sentença foi dada pela Justiça Federal de Santo André. O casal administrava a empresa OK Benfica Cia Nacional de Pneus.
Após 14 dias da juíza Raquel Vasconcelos Alves de Lima, da Justiça Federal em Belo Horizonte (MG), declarar-se incompetente para julgar os réus da Chacina de Unaí e ter pedido a transferência do tribunal de júri de Belo Horizonte para a cidade onde ocorreu o crime, o Ministério Público Federal em Minas Gerais (MPF-MG) pretende entrar com recurso contra essa decisão judicial. A ideia é evitar que o julgamento ocorra em Unaí, onde os acusados exercem forte influência.
Onze dias depois do assassinato do militante Cícero Guedes, 48 anos, do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), outra trabalhadora rural ativista sem-terra foi executada: Regina dos Santos Pinho, 56 anos, no assentamento Zumbi dos Palmares, em Campos dos Goytacazes, no Rio de Janeiro, mesma cidade onde o corpo de Cícero foi encontrado.