"A desindustrialização não é mais uma ameaça, é um fato consumado'', declarou à imprensa francesa, nesta segunda-feira (16), François Hollande, candidato socialista às eleições presidenciais na França.
Centrais sindicais (CTB, CUT, NCST, Força e UGT), trabalhadores e empresários realizam nestas sexta-feira (13), no Centro Cultural Povos da Amazônia, em Manaus, um grande ato do Grito de Alerta contra a desindustrialização, em defesa da produção e do emprego.
“O pacote contém importantes medidas para o fortalecimento da indústria nacional, porém faltou atrelar tais ações aos interesses dos trabalhadores”. Esta é a opinião do assessor técnico do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), da Subseção da Confederação Nacional dos Trabalhadores Metalúrgicos da Força Sindical (CNTM), Roberto Anacleto, ao analisar o conjunto de medidas lançado pelo governo na última terça-feira (3).
Da Redação do Vermelho, Joanne Mota
Apesar de registrar crescimento de 1,3% em fevereiro, a produção industrial brasileira continua apresentando sinais de desaceleração. Segundo dados do IBGE divulgados nesta quarta-feira (4), o setor perdeu 3,4% nos dois primeiros meses de 2012, em comparação com igual período no ano passado. Na comparação com fevereiro de 2011, a produção de bens de consumo duráveis teve queda de 22,1% e a de bens de capital, 16%.
Por Bruno de Pierro
As centrais sindicais, entidades empresariais e o movimento estudantil convoca a todos os trabalhadores para o ato contra a desindustrialização, pela geração de mais emprego e renda, que acontecerá em São Paulo (SP), na quarta-feira (4), a partir das 10h, na Assembleia Legislativa de SP (Alesp).
Para a consolidação de um programa voltado para o desenvolvimento e que reverta a atual tendência à desindustrialização, o governo federal necessita muito mais do que anunciar simples decisões localizadas de desoneração tributária.
Por Paulo Kliass*
É difícil imaginar iniciativa mais inoportuna para o movimento sindical que a campanha contra a contribuição sindical lançada pela CUT na segunda-feira (26), em Campinas (SP). A proposta, dotada de inegável viés liberal, é polêmica e exclusivista.
Por Wagner Gomes*
Uma marcha entre o Largo Glênio Peres e a Praça da Matriz, em Porto Alegre, na tarde de segunda-feira (26), vai abrir oficialmente o calendário nacional de atividades contra a desindustrialização, construído pelo Fórum das Centrais Sindicais através do Pacto pelo Desenvolvimento com geração de emprego e renda.
Estados brasileiros se comportam como caçadores com alto grau de miopia: erram o alvo, afugentam a presa e, ainda por cima, atiram no próprio pé. Pelo menos 10 unidades da Federação instituíram benefícios fiscais para a importação de produtos pelos seus portos. Agindo dessa maneira, trabalham contra os próprios interesses, pois ferem a indústria brasileira, deixam de criar centenas de milhares de empregos e deprimem a atividade econômica que poderia lhes render uma arrecadação maior.
A busca aleatória por notícias de economia e negócios nos jornais diários de papel é um exercício interessante para analisar os vínculos das empresas jornalísticas com protagonistas do mercado. Pode-se fazer até mesmo um mapa com os graus de proximidade, “afetos” e “desafetos” desse relacionamento.
Matéria publicada no portal da Central de Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), critica a postura do Ministro da Fazenda, Guido Mantega, durante reunião entre ele e as centrais sindicais nesta quarta-feira (21), para discutir a desindustrialização do país. Abaixo, a íntegra do texto.
O desestímulo à indústria brasileira e seus reflexos para o desenvolvimento econômico foram o ponto alto da coletiva de imprensa sobre o boletim Conjuntura em Foco nº 18, elaborado pelo Grupo de Análise e Previsões (GAP) do Ipea e lançado no auditório da representação do Instituto no Rio de Janeiro.