Ao priorizar juros e rentismo, o debate econômico omite a drenagem de recursos públicos e naturaliza cortes que atingem saúde, educação e direitos sociais.
Contas estão sob controle, mas juros e amortizações consomem 42% do orçamento. Queda da Selic é central para governo equilibrar contas e ampliar investimentos
Quinta manutenção consecutiva da Selic no maior nível desde 2006 acentua custo da dívida, trava crédito e investimento e amplia atritos entre Banco Central, governo, indústria e trabalhadores.
Com voto de minerva, pacote amplia isenções ao 1% mais rico, corta US$ 1 tri em direitos sociais e pode deixar 12 milhões de pessoas sem cobertura de saúde
Moody’s retira classificação máxima dos EUA e alerta para deterioração fiscal; política de cortes bilionários e confronto no Congresso fragiliza economia do país
Política de juros estratosféricos pressiona dívida pública, freia crescimento e acentua desigualdade ao privilegiar o mercado financeiro
Valor destinado ao pagamento dos juros cresce no compasso do aumento da Selic, para alegria dos financistas e tristeza do povo
Ministro da Fazenda alerta que taxa de juros elevada pode ser “contraproducente” e reduzir crescimento do PIB para 2,5% em 2025.
Marcelo Pereira Fernandes enfatiza a necessidade de um novo enfoque na política econômica brasileira, desvinculado da retórica da austeridade fiscal.
Economista Diogo Santos, da UFMG, aponta, ainda, que país deve gastar dinheiro com o que é mais importante: o desenvolvimento e o combate à desigualdade socioeconômica
Medida prevê a isenção do pagamento dos juros sobre a dívida, uma renúncia de R$ 11 bilhões que será revertida para a reconstrução do estado
O economista Paulo Nogueira Batista Jr questiona a explicação técnica para a persistência de juros tão elevados e suas consequências para a economia brasileira