O presidente da Junta Eleitoral do Egito, Abdelmoaiz Ibrahim, informou nesta sexta-feira (2) que a participação nos dois dias do primeiro turno das eleições legislativas egípcias, realizadas na segunda e na terça-feira, alcançou a marca dos 62% – o equivalente a 8,5 milhões de eleitores.
Milhares de egípcios começaram a se mobilizar nesta sexta-feira (02) para exigir um governo de unidade alheio aos desígnios da Junta Militar, enquanto aguardam com expectativa os resultados da primeira fase das eleições parlamentares. O protesto tem como intenção pressionar o Conselho Supremo das Forças Armadas (CSFA) para que acelerem a transferência de poder a uma unidade civil escolhida pelos cidadãos.
O exército egípcio detém poderes simbólicos, históricos, políticos e econômicos com um alcance pouco comum, que o converteu na coluna vertebral do país, em um Estado dentro do Estado e em um dos grupos de poder econômico mais importantes do mundo. O Egito é, na verdade, um Estado-Exército. Entre indústrias, bancos, turismo, agricultura, novas tecnologias e parque imobiliário, o exército egípcio controla 25% do Produto Interno Bruto do país.
Por Eduardo Febbro*
A Comissão Eleitoral egípcia começará nesta quarta-feira (30) a divulgar os resultados parciais das eleições legislativas, após os dois primeiros dias de votação, informou à Agência Efe um porta-voz da instituição.
O chefe da Comissão Eleitoral do Egito, Abdel Moez Ibrahim, disse nesta segunda-feira (28) que o número de eleitores participando das votações superou o esperado pelas autoridades egípcias.
O Prêmio Nobel da Paz de 1995 e candidato às eleições presidenciais no Egito, Mohamed El Baradei, disse que se dispõe a abrir mão da candidatura para compor o que chamou de um “governo de salvação nacional”. A ideia é formar um governo de coalizão provisório para encerrar a onda de protestos que domina o país há uma semana.
O Egito continua sob tensão, após oito dias do recomeço os protestos da população, tanto na Praça Tahrir da capital, quanto em outras cidades do país. Na manhã deste sábado, uma pessoa morreu e pelo menos três ficaram feridas em novos confrontos entre manifestantes e a polícia. Os egípcios querem que a junta militar que governa o país desde a saída do ex-presidente Hosni Mubarak passe o poder para um governo civil.
Os egípcios participam nesta sexta-feira (25) de mais uma marcha do milhão, na praça Tahrir, para manter a pressão sobre a Junta Militar que, depois de desculpar-se pela morte de 36 manifestantes, negocia outro governo interino.
Manifestantes egípcios estão reunidos na Praça Tahrir, no Cairo, para o protesto denominado Sexta-feira do Ultimato. O objetivo é aumentar a pressão para a renúncia coletiva do Conselho Supremo das Forças Armadas, que governa o Egito há nove meses desde a renúncia de Hosni Mubarak — em 11 de fevereiro deste ano.
Manifestantes egípcios estão reunidos na Praça Tahrir, no Cairo, para o protesto denominado Sexta-feira do Ultimato. O objetivo é aumentar a pressão para a renúncia coletiva do Conselho Supremo das Forças Armadas, que governa o Egito há nove meses desde a renúncia de Hosni Mubarak — em 11 de fevereiro deste ano.
Manifestantes egípcios estão reunidos na Praça Tahrir, no Cairo, para o protesto denominado Sexta-feira do Ultimato. O objetivo é aumentar a pressão para a renúncia coletiva do Conselho Supremo das Forças Armadas, que governa o Egito há nove meses desde a renúncia de Hosni Mubarak — em 11 de fevereiro deste ano.
O Conselho Supremo das Forças Armadas do Egito confirmou nesta quinta-feira (24) que as eleições parlamentares no país ocorrerão na próxima segunda-feira (28), apesar das manifestações e da onda de violência que atingem várias cidades egípcias. A decisão foi anunciada pelo general Mahmoud Shaheen em declaração divulgada pelas emissoras locais de televisão.