A Irmandade Muçulmana, principal força de oposição do Egito, lançou um apelo neste sábado (29) por uma transição pacífica do poder, em um comunicado divulgado no quinto dia de protestos contra o regime do presidente Hosni Mubarak.
Dia de orações ou dia de ira? Todo o Egito está à espera do sabbath muçulmano hoje – para nem falar dos assustados aliados do Egito –, enquanto o envelhecido presidente do país agarra-se ao poder depois de noites de violência que já fazem os EUA duvidarem da estabilidade do regime de Mubarak.
Por: Robert Fisk*, no The Independent, UK. Tradução: Vila Vodu
Egípcios voltam às ruas nas cidades de Cairo, Suez e Alexandria, no quarto dia consecutivos de protestos contra o governo e polícia entra em choque com manifestantes.
Dois manifestantes e um policial foram mortos no Egito, durante volumosos protestos contra o governo de Hosni Mubarak. Dois civis foram mortos na cidade de Suez, no nordeste. Um teria sido agredido com gás lacrimogêneo lançado pelas forças de segurança e o outro com pedras atiradas por manifestantes, embora as versões sobre as causas dessas mortes sejam contraditórias.
O Partido Nacional Democrático, do presidente o Egito, Hosni Mubarak, elegeu no último fim de semana 424 deputados, dos 508 que compõem o Parlamento, conforme anúncio feito na segunda-feira (6) pela Comissão Eleitoral.
Uma equipe de arqueólogos descobriu 12 novas esfinges (estátuas com corpo de leão e cabeça humana ou de carneiro) na antiga avenida que unia os templos faraônicos de Luxor e Karnak, 600 quilômetros ao sul do Cairo.
Após o ataque de Israel à frota que levava ajuda humanitária à faixa de Gaza, o presidente do Egito, Hosni Mubarak, ordenou, nesta terça (01), a abertura da passagem de Rafah, única entrada da Faixa de Gaza que não é controlada por Israel. O objetivo é permitir a entrada de ajuda humanitária e a saída de doentes do território palestino.
Várias ativistas egípcias se concentraram em frente a sede do Tribunal do Conselho do Estado para expressar sua insatisfação com a decisão dos juízes de rejeitar a nomeação de uma mulher como magistrado desse tribunal. "Se permitirmos que a mulher seja marginalizada, acabará acontecendo o mesmo com qualquer minoria ou grupo social", assegurou a Efe a ativista Nawla Darwis. O Tribunal do Conselho do Estado foi criado em 1988 e se ocupa de disputas por contratos ou decretos administrativos.
Um artigo da jornalista saudita Nadine al-Bedair, em que defende o direito da mulher muçulmana de ter até quatro maridos, vem causando polêmica no Egito e no mundo árabe. Intitulado "Eu e meus quatro maridos", o artigo foi publicado há cerca de um mês no diário independente egípcio Al-Masry al-Youm.
Os autodesignados guardiões da moralidade pública no Egito invocam a “hisba”, ancestral instrumento da jurisprudência islâmica, contra aqueles cujas ideias consideram imorais ou heréticas.
Por Cam McGrath, para a agência IPS
Vários partidos políticos da oposição no Egito criaram nesta quinta-feira (15) uma coalizão cuja bandeira "Por reformas políticas e contra a sucessão hereditária do poder" desafia as normas instituídas pelo presidente em exercício, Hosni Mubarak.