Milhares de egípcios se reuniram hoje na capital Praça Tahrir para exigir dos militares que transfiram o poder a civis, enquanto personalidades políticas pedem a antecipação das eleições presidenciais, ainda que tenham divergências sobre o calendário.
A Junta Militar que governa o Egito tarda em transferir o poder para os civis e não tomou nenhuma medida favorável às massas, acusa o Partido Comunista do Egito (PCE) em comunicado divulgado um dia depois de as autoridades terem desalojado violentamente o povo acampado na Praça Tahrir.
Partidos políticos de todo o espectro ideológico ameaçaram boicotar as próximas eleições no Egito, a partir de novembro, caso a junta militar que governa o país não altere a lei eleitoral.
Professores das escolas públicas de todo o Egito iniciaram uma greve geral dia 17 de setembro – quando começa o ano letivo no país – reivindicando, entre outros pontos, melhores salários, um plano de reforma do ensino, mais verbas para a Educação e o expurgo de funcionários envolvidos em corrupção.
O governo militar egípcio divulgou no domingo (11) novas áreas em que poderá aplicar antigas leis de emergência, o que inclui a repressão a bloqueios rodoviários, divulgação de informações falsas ou porte de armas, segundo a agência estatal de notícias Mena.
"Nossa dignidade foi restaurada. Não precisamos do dinheiro dos norte-americanos", disse Mohi Alaa, que participou dos protestos diante da embaixada israelense no Cairo, na madrugada de sábado (10). A indignação do jovem de 24 anos reflete a crescente frustração dos egípcios com Israel por conta da má relação com os palestinos.
Pelo menos três pessoas morreram e 1.049 ficaram feridas durante os choques entre manifestantes e as forças de segurança na noite de sexta-feira (09) nos arredores da Embaixada de Israel no Cairo, segundo a agência de notícias estatal egípcia, Mena. Forças de segurança disseram à Agência Efe que duas mortes foram causadas por ataques cardíacos.
"Tahrir 2011: The Good, the Bad and the Politician", primeiro filme de jovens cineastas egípcios sobre a revolução que mudou seu destino, foi apresentado nesta terça-feira em pré-estreia na Mostra de Veneza, um acontecimento elogiado pela crítica.
Os egípcios avaliam nesta quarta (06), com inquietude e incerteza, o julgamento ao ex-presidente Hosni Mubarak, cuja terceira sessão contribuiu com poucas luzes para sustentar a acusação e se sobressaiu mais por violentos confrontos dentro e fora da corte.
Israel emitiu um raro pedido de desculpas ao Egito, ontem (20), pela morte de três soldados durante um incidente com militantes palestinos na fronteira. O pedido ocorreu horas depois de o governo egípcio ter decidido retirar seu embaixador de Jerusalém. "Israel lamenta profundamente a morte dos policiais egípcios", afirmou o ministro de Defesa, Ehud Barak.
Após o ataque israelense à Faixa de Gaza que matou palestinos e egípcios, o braço armado do movimento islâmico Hamas anunciou, nesta sexta-feira (sábado, 20, na hora local), o fim da trégua com Israel. O cessar-fogo durou os últimos dois anos, desde os confrontos de 2009. A agressão de Tel Aviv também fez surgirem rumores de que o Egito chamaria para consultas seu embaixador no país, como forma de protesto.
Seguidores e adversários do ex-presidente egípcio Hosni Mubarak reeditaram nesta segunda (15) os choques de dias atrás em frente ao tribunal que julga o "rais" por crimes de lesa humanidade e corrupção, julgamento adiado para o próximo dia 5.