Milhares de pessoas voltaram nesta sexta-feira (8) a ocupar a Praça Tahrir, na cidade do Cairo, capital do Egito, para exigir que o presidente deposto Hosni Mubarak e seu regime sejam processados e condenados.
Até dezembro, o Conselho Supremo das Forças Armadas, que exerce o governo provisório no Egito, planeja realizar as eleições presidenciais no país. Antes do processo em que os egípcios escolherão o primeiro presidente eleito, depois de quase 30 anos de Hosni Mubarak no poder, ocorrerão as eleições legislativas em setembro.
A primeira eleição livre da história recente do Egito, realizada no dia 19 para referendar reformas de alguns artigos da Constituição, contou com esmagador apoio popular, além de funcionar como agente polarizador da opinião pública.
Por Adam Morrow e Khaled Moussal al-Omrani, na agência IPS
O Prêmio Nobel e ex-diretor da Agência Internacional de Energia Atômica (Aiea), o egípcio Mohamed El Baradei, confirmou que irá concorrer à Presidência do Egito. Ele é apontado como um dos principais nomes da oposição ao ex-presidente egípcio Hosni Mubarak, que deixou o poder no último dia 11, sob forte pressão popular.
O governo líbio aceitou receber uma equipe das Nações Unidas para avaliar as necessidades existentes nesse país em matéria humanitaria, anunciou o escritório do porta-voz oficial da ONU, Martin Nesirky. A disposição das autoridades de Trípoli foi manifestada ao secretário- general da organização mundial, Ban Ki-moon, pelo chanceler da Líbia, Musa Kusa, durante uma conversação telefônica no domingo (6).
O premiê egípcio, Ahmed Shafiq, apresentou sua renúncia nesta quinta-feira (3), um dia antes da gigantesca mobilização convocada por setores populares que pediria sua derrubada, por vê-lo como estreito aliado do ex-presidente Hosni Mubarak.
Milhares de ativistas do movimento que derrubou Hosni Mubarak exigiram nesta sexta-feira (25) a saída do governo provisório egípcio de funcionários ligados ao ex-ditador, apesar do atual Executivo ter pedido oficialmente "desculpas" pelos erros passados.
Numerosos movimentos surgiram no Egito após a renúncia do presidente Hosni Mubarak sob o que se convencionou chamar de Revolução de 25 de Janeiro, mas nem todos são reconhecidos como legítimos pelos próprios atores dos protestos que puseram fim ao regime.
Por Adam Morrow e Khaled Moussa al-Omrani, na agência IPS
Esta primorosa reportagem da escritora e jornalista Jenna Krajeski (Egito) é uma verdadeira aula de política, sobre como pautar a construção de novos valores, como é o caso do combate à opressão de gênero, em um processo de luta social mais amplo. Jenna aborda a participação feminina nas revoltas que derrubaram o ex-presidente Hosni Mubarak e ouve a opinião das entidades que lutam pelos direitos das mulheres no país, sendo o mais valioso deles o próprio direito à participação política.
O grupo islâmico conservador egípcio Irmandade Muçulmana, o maior da oposição, rejeitou nesta quarta-feira a nova composição do Governo do Egito que, na sua opinião, deveria estar integrado por personalidades independentes.
Além da expulsão do tirano Hosny Mubarak do poder, absolutamente nada mais foi decidido no Egito. A única certeza é que a primeira rodada da revolução popular terminou. Mas não existe nenhuma certeza de que não existirão outras rodadas também de queda-de-braço do regime militar com os manifestantes da Praça Tahrir (Liberdade).
Por Anwar Kalil, na Africa News Agency
Cerca de 15 mil operários da Misr Spinning and Weaving, a maior fábrica do Egito, encerraram domingo (20) uma greve, após terem suas reivindicações atendidas. Os trabalhadores estavam concentrados desde quarta-feira (16) diante do prédio da administração da fábrica estatal de fiação e tecelagem, situada na cidade de al-Mahalla al-Kubra, no Delta do Nilo, desafiando advertências da junta militar de que as paralisações não seriam mais toleradas.