Com a arte e o entretenimento assumindo as mais diferentes formas, frente à vastíssima audiência na Praça Tahrir, no Cairo, era só questão de tempo antes que aparecesse ali uma tela de cinema.
Por Dina Adel, no Al-Ahram Online
O ministro do Interior do Egito, Mansour Essawy, anunciou nesta quarta-feira (13) que 505 generais e 164 autoridades serão excluídos de suas atividades policiais, no próximo dia 1º de agosto. No total são cerca de 700 funcionários graduados que deixarão seus cargos por suspeita de envolvimento na morte de manifestantes, em fevereiro deste ano.
Frustrados pela lentidão nas reformas e a indulgência com o pessoal do derrocado governo de Hosni Mubarak, manifestantes egípcios desafiaram nesta quarta-feira (13) a ordem do governo militar de terminar os protestos.
As autoridades do Egito anunciaram nesta quarta-feira (13) que as eleições legislativas no país foram adiadas de setembro para outubro ou novembro. Não há detalhes sobre a mudança na data das eleições.
O primeiro-ministro do Egito, Esam Sharaf, disse nesta terça-feira (12) que vai promover mudanças no governo em uma semana. Em discurso transmitido pela emissora estatal de televisão, Sharaf prometeu alterações, mas não detalhou como elas serão feitas. Desde fevereiro uma Junta Militar comanda o país, depois que o então presidente Hosni Mubarak renunciou sob pressão interna e externa.
Mais de dois mil egípcios enfrentaram o calor intenso nesta segunda-feira (11) para realizar o quarto dia seguido de protestos, visando pressionar os militares que governam o país a implantar reformas com mais agilidade e acelerar as ações judiciais contra o ex-presidente Hosni Mubarak e seus aliados.
Manifestantes se reúnem nesta sexta-feira (08) na Praça Tahrir, no Cairo (Egito), para exigir mais reformas e criticar a junta militar que está no poder. Há cinco meses, os militares assumiram o governo depois da pressão popular que levou à renúncia do então presidente Hosni Mubarak. Com palavras de ordem e cartazes, os manifestantes disseram que a revolução continua e que as mudanças ainda são aguardadas.
O Egito rechaçou as condições impostas pelo Fundo Monetário Internacional para conceder-lhe o empréstimo solicitado de US$ 3 bilhões, por entender que violam a soberania nacional e atendendo a pressão exercida por manifestações populares.
Por Emad Mekay, na agência IPS
Um total de 1.036 pessoas — entre manifestantes e policiais — ficaram feridas nos confrontos que tiveram início na noite desta terça (28) e continuaram nesta quarta-feira (29) as proximidades da Praça Tahrir (Libertação), no centro do Cairo, informou o Ministério da Saúde, segundo a agência de notícias estatal Mena.
O prêmio Nobel da paz Mohammed El Baradei é o candidato à Presidência do Egito que mais obteve apoio até esta terça-feira (21) em uma votação lançada no site de relacionamento Facebook pela junta militar que governa o país desde a queda do presidente Hosni Mubarak.
A fronteira de Rafah, entre a Faixa de Gaza e o Egito, foi reaberta nesta quarta-feira (8) após quatro dias fechada devido às discordâncias entre as autoridades egípcias e as do grupo islâmico Hamas, que governa a faixa palestina.
A ex-presidente do Chile, Michelle Bachelet, encorajou nesta quinta-feira as mulheres egípcias a lutarem para ter um papel mais importante no novo Egito e afirmou que sua participação no processo de transição rumo à democracia é "imperativa".