Os avanços atingidos por Cuba nas concepções sobre a igualdade de gênero nos diferentes âmbitos foram destacados no XXXI Congresso da Associação Latino-americana de Sociologia (Asas), que acontece na capital do Uruguai
O Brasil ocupa o 5º lugar no ranking mundial de homicídios de mulheres. E os índices estarrecedores não param por aí. É um estupro a cada onze minutos, 169 agressões por dia, um homicídio a cada hora e meia. Dezenas de brasileiras perdendo a vida diariamente, sendo 1/3 delas pelas mãos dos próprios ex-companheiros.
Por Ana Luiza Bitencourt
Na opinião de Lucileide Mafra, presidente da Federação Amazônica das Trabalhadoras Domésticas, a terceirização irrestrita aprovada na quarta-feira (22) na Câmara dos Deputados e que segue para sanção presidencial vai aprofundar a desigualdade em que vivem as trabalhadoras domésticas. Segundo ela, a medida toma enormes proporções diante da fragilização da Justiça do Trabalho, refúgio da categoria quando tem os direitos desrespeitados.
Por Railídia Carvalho
Dados do Ministério do Planejamento de maio a novembro de 2016 mostram que foram extintos 1.104 cargos ocupados por mulheres no governo de Michel Temer. A Secretaria de Políticas para Mulheres se transformou em uma pasta dentro da Justiça. Todos os ministros são homens. Para a presidenta da União Brasileira de Mulheres (UBM), Lúcia Rincón, o discurso de Michel Temer nesta quarta-feira (8) destacando o papel doméstico da mulher é coerente com o perfil do atual governo.
"Uma mulher engenheira é questionada pela sua aparência e pelo seu gênero, e não por sua competência e capacidade técnica. Pensamento este fruto da sociedade machista que questiona, invisibiliza, objetifica e inferioriza a mulher e o seu trabalho", afirmou em artigo publicado nesta quarta-feira (8) Simone Baía, engenheira química e diretora da Federação Insterestadual de Sincatos de Engenheiros (Fisenge).
As mulheres trabalham em média 7,5 horas a mais que os homens por semana. Em 2015, a jornada total média das mulheres era de 53,6 horas, enquanto a dos homens era de 46,1 horas. Em relação às atividades não remuneradas, mais de 90% das mulheres declararam realizar atividades domésticas – proporção que se manteve quase inalterada ao longo de 20 anos, assim como a dos homens (em torno de 50%).
“O mundo se depara com um desperdício de talentos ao não agir com rapidez para frear a desigualdade de gênero. Isso poderia pôr o crescimento econômico em risco e privar as economias da oportunidade de se desenvolverem”, de acordo com o último relatório Global da Defasagem de Gênero 2016 do Fórum Econômico Mundial.
Por Jesus Servulo Gonzales, El País (Espanha)
Instituição foi escolhida pela ONU para sediar campanha mundial de igualdade e, para isso, tenta encarar suas contradições internas. Evento feito no início do mês contribuiu para a visibilidade de algumas questões, mas são muitos os desafios….
Por Ketrin Cristina da Silva*, especial para o Saúde!Brasileiros
O termo cultura do estupro ganhou as ruas e as redes. Na avaliação de Luíse Bello, feminista da organização não governamental Think Olga, a cultura do estupro “normaliza a ideia de que o corpo feminino está ali para ser violado” e tem sido discutida no Brasil como nunca antes.
O retrocesso nas políticas de gênero no governo ilegítimo de Michel Temer se tornou realidade. O anúncio do ministério nesta quinta-feira (12) excluiu as mulheres, que não ficam de fora de ministérios desde o governo militar de Ernesto Geisel (1974/1979). Segundo militantes do movimento de mulheres, parlamentares e pesquisadoras, a desigualdade volta a ser tratada com naturalidade e a ausência feminina nos espaços de poder será política de governo.
Por Railídia Carvalho
“Pode ser feia ou gorda, mas não pode ser feia e gorda”, “fiu-fiu, gostosa heim?”, “Foi estuprada, mas olha a roupa que ela veste?”. Essas e outras frases opressivas são corriqueiras no cotidiano das mulheres. Para questionar o machismo presente na sociedade, uma campanha lançada nas redes nesta terça-feira (8), denuncia o quanto ainda é necessário lutar por respeito e pela igualdade de gênero.
Para enfrentar desigualdades, subordinação, preconceitos e várias formas de violência no ambiente universitário, a ONU Mulheres – entidade ligada à Organização das Nações Unidas (ONU) voltada para a promoção da igualdade de gênero – criou o programa 10×10×10, que integra o programa HeforShe (ElesporElas). Selecionou dez universidades em várias partes do mundo e, na América Latina, apenas a USP.
Por Eva Alterman Blay