Os metroviários de São Paulo decidiram, em assembleia realizada nesta quarta-feira (4), entrar em greve por tempo indeterminado, a partir da meia-noite desta quinta-feira (05). A greve havia sido anunciada pela categoria no último dia 27. Desde então, os funcionários tentam chegar a um entendimento com a empresa.
Metroviários de diversos países se reuniram durante quatro dias, em Boa Viagem, Recife, para debater soluções sobre os diversos problemas que atingem trabalhadores e usuários do metrô, em particular no Brasil, referentes à privatização e a estadualização da CBTU e da Trensurb.
Em um plebiscito realizado em todas as áreas do metrô de São Paulo, entre os dias 26 de março e 02 de abril, a maioria dos metroviários (66%) rejeitou a filiação do Sindicato à Conlutas. A apuração foi iniciada na noite da quarta-feira (2), na quadra do Sindicato (Tatuapé).
Por Salaciel Vilela (Buiu)* e Onofre Gonçalves**, no portal da CTB
Os metroviários de Minas Gerais paralisam as atividades próxima quarta-feira (19). A categoria aprovou a greve, pelo menos por um dia, em assembleia realizada na noite desta terça-feira (11), na Estação Central do Metrô, no Centro de Belo Horizonte.
Em assembleia realizada na terça-feira (18) na Estação Recife, os trabalhadores e trabalhadoras aprovaram a proposta do Sindicato dos Metroviários (Sindmetro/PE) de realizar uma paralisação de advertência por 24 horas nesta sexta-feira (21).
O Sindicato dos Metroviários de São Paulo denunciou, na quarta-feira (12), uma perseguição a trabalhadores que teriam falado com a imprensa após a pane ocorrida no sistema na semana passada. Um ato do sindicato está marcado para esta quinta-feira (13), no Vale do Anhangabaú, um protesto contra a situação do Metrô na capital paulista, a partir das 16h.
Faz parte do cotidiano de todo usuário do Metrô de São Paulo a superlotação, com direito a muito tumulto e sufoco. Plataformas lotadas, filas e falhas atrasam diariamente a viagem de ida e volta do trabalhador.
Metroviários receberam com incredulidade o que consideram “mais uma mentira” contada pela direção do Metrô de São Paulo para fugir da responsabilidade pelo caos que tomou conta da Linha 3-Vermelha na última terça-feira (4). De acordo com o jornal Folha de S. Paulo, a empresa agora afirma que a origem dos problemas que então paralisaram parte do sistema por cinco horas foi o acionamento de um “botão secreto” na plataforma da estação Marechal Deodoro, no centro da cidade.
No último dia quatro, assistimos a mais um triste capítulo da problemática história de nosso transporte público sobre trilhos. Uma pane na Linha Vermelha do Metrô paralisou as operações por horas. Resultado: estações e vagões lotados, usuários andando pelos túneis, gente passando mal, brigas e discussões entre passageiros e funcionários.
Por Alcides Amazonas*, no jornal MetrôNews
Em vez de explicar o problema ocorrido nesta terça-feira (4) à noite no Metrô de São Paulo, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) e o secretário de Transportes Metropolitanos, Jurandir Fernandes, apelaram a acusações e ironias ao comentar na manhã desta quarta-feira (5) a nova falha, que resultou em pânico e quebra-quebra nas estações Marechal Deodoro e Santa Cecília, da Linha 3-Vermelha.
O secretário estadual de Transportes Metropolitanos de São Paulo, Jurandir Fernandes, declarou que dará início a um programa de demissões voluntárias (PDV) e antecipação de aposentadorias de funcionários mais antigos. O Sindicato dos Metroviários de São Paulo reagiu com indignação às declarações do secretário sobre o corte de pessoal na empresa pública para compensar a manutenção da tarifa de R$ 3.
Uma nova denúncia de formação de cartel em contratos envolvendo o Metrô de São Paulo foi encaminhada na segunda-feira (12) ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) pela Federação Nacional dos Metroviários (Fenametro). A informação é da própria federação.