O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, anunciou medidas para reforçar o combate ao crime organizado. Entre elas, a criação de uma força-tarefa, que atuará de forma integrada para obter informações de inteligência que auxiliem investigações. O grupo será formado por representantes das secretarias da Segurança Pública, da Administração Penitenciária e as polícias Civil e Militar.
O coronel Jefferson Almeida, ex-PM e atual diretor de Planejamento e Ações Comunitárias na Superintendência de Segurança da USP (Universidade de São Paulo) comparou, nesta sexta-feira (9), os alunos de direito ao PCC (Primeiro Comando da Capital), facção criminosa que atua dentro e fora das cadeias paulistas.
No dia 11 de setembro, a Rota matou 9 suspeitos durante ação contra um suposto tribunal do crime em um sítio de Várzea Paulista. De acordo com a PM, ali estaria sendo julgado um homem acusado de abusar sexualmente de uma criança. Detalhe, o “réu” também foi morto durante a ação da Rota.
Por Renato Rovai*
Pelo menos 12 pessoas foram assassinadas e 15 foram baleadas nas últimas horas em São Paulo, em uma onda de violência que também afeta o estado de Santa Catarina (sul), onde os criminosos incendiaram oito ônibus. Segundo fontes policiais, sete assassinatos foram registrados na Grande São Paulo, região que continua refém da onda de violência iniciada no último mês de outubro.
Os governo federal e estadual de São Paulo anunciaram na tarde desta terça-feira (6) a criação de uma "agência de ação integrada" para combater o crime organizado no estado, que já matou pelo menos 90 policiais militares em 2012. O envio de tropas federais para São Paulo foi descartado.
O repórter policial Josmar Jozino foi um dos primeiros a alertar sobre a existência do Primeiro Comando da Capital, o PCC, no país. Em 2000, recebeu o prêmio Vladimir Herzog de Direitos Humanos. Em 2005, conquistou novamente o prêmio com o livro Cobras e Lagartos e, em 2008, novamente, com o Casadas com o Crime. Agora, ele lança Xeque-Mate: o tribunal do crime e os letais boinas pretas. Guerra sem fim. Em entrevista, fala sobre o novo trabalho e da dominação das ruas pelo crime organizado.
A mais recente onde violência em São Paulo tem suscitado dúvidas e questionamentos acerca da eficiência da política de segurança pública estadual. Assassinatos de policiais militares e ônibus incendiados voltam a assombrar a população paulista e as autoridades estaduais em ano eleitoral.
Por Camila Nunes Dias,*, em Carta Capital
No dia 28 de maio, uma segunda-feira, uma unidade da Rota, tropa de choque motorizada da PM de São Paulo, matou seis homens no bairro da Penha. Alguém viu os PMs executarem um homem dominado e três dos policiais foram presos. Essa notícia foi dada na capa do caderno “Metrópole”, do Estado de S. Paulo, e na página 3 do “Cotidiano”, da Folha de S.Paulo, em 30 de maio.
Por Mauro Malin
Cinco anos se passaram e pouco se avançou na punição dos assassinatos de jovens pobres paulistanos, a maior parte negros, ocorridas entre 12 e 21 de maio de 2006, quando grupos de ação de extermínio promoveram um revide aos ataques da facção criminosa PCC. Na sexta-feira (18), uma audiência pública promovida pela Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) e o Movimento Mães de Maio, discutiu a possíbilidade de levar o caso à Corte Interamericana de Direitos Humanos.