O diretor do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) para a América Latina, Heraldo Muñoz, declarou nesta sexta-feira que não se deve descartar que o candidato nacionalista Ollanta Humala pode se transformar no "Lula do Peru". Humala, ex-militar e líder da coalizão de grupos nacionalistas e de esquerda Gana Peru, recebeu conselhos de assessores do ex-presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva com o objetivo de moderar seu discurso radical e ampliar sua base eleitoral.
O efeito dominó da severa derrota eleitoral sofrida pelo partido governista Apra derrubou a direção da organização e levou a pedidos de auto-crítica do próprio presidente Alan García.
Está simplesmente escandalosa, para lá de tendenciosa – principalmente nas TVs e jornais – a cobertura da eleição presidencial na qual Ollanta Humala ficou em 1º lugar, domingo e se classificou para disputar o 2º turno no próximo dia 5 com a candidata da direita, Keiko Fujimori, filha do ex-ditador Alberto Fujimori.
Por José Dirceu
Os países que elegem seus representantes em um segundo turno não são muitos e a contagem que terá o Peru no dia 5 de junho será uma das mais singulares da história mundial.
Por Isaac Bigio, na Adital
Uma onda de racismo tomou conta da internet, dos jornais e das redes sociais peruanas diante da vitória do candidato de esquerda, Ollanta Humala, no primeiro turno do pleito presidencial.
Uma longa lista de candidatos derrotados deixou o primeiro turno das eleições presidenciais no Peru. Os resultados obtidos na disputa do último domingo (10) colocaram o candidato nacionalista de esquerda, Ollanta Humala, no segundo turno com a adversária, parlamentar de direita, Keiko Fujimori, filha do ex-presidente Alberto Fujimori. Humala conquistou 28,69% dos votos, enquanto Keiko registrou 22,69%.
O candidato nacionalista de esquerda, Ollanta Humala, venceu neste domingo (10) o primeiro turno das eleições presidenciais no Peru. Ele teve entre 33,8% e 31,6% dos votos, de acordo com as pesquisas de boca de urna feitas pelas empresas Datum Internacional e Ipsos Apoyo, respectivamente.
Em meio às queixas de desemprego, pobreza no campo e pressão dos povos indígenas para a concessão de benefícios, aproximadamente 19,9 milhão de peruanos escolhem neste domingo (10) o futuro presidente do país. Além do sucessor de Alan García, o pleito elegerá 130 congressistas e cinco legisladores do Parlamento Andino.
À véspera das eleições presidenciais no Peru, o clima de medo caracteriza as campanhas de candidatos que mostram todas suas armas para conquistar o eleitorado indeciso e contam com o apoio indiscreto de diversos meios de comunicação. Jornais, revistas e programas televisivos levantam opiniões como verdades, exageram fatos e demonstram suas preferências desesperadas em uma eleição ainda indefinida.
Por Júlia Nassif de Souza*, na Caros Amigos
Cerca de 19 milhões de peruanas irão às urnas neste domingo (10) para decidir os futuros representantes do país. Além de presidente, os eleitores votarão em representantes para o Congresso Nacional e para o Parlamento Andino.
O processo eleitoral no Peru entra, nesta quinta-feira (7), em sua fase final, com o encerramento do prazo para manifestações com vistas às eleições do próximo domingo (10). Em uma corrida contra o relógio, os cinco principais candidatos estão fazendo uma maratona de atos públicos, em busca de conquistar o eleitorado no último momento em que os comícios são permitidos.
O nacionalista Ollanta Humala – que lidera as intenções de voto para a Presidência do Peru – consolidou-se no topo da preferência do eleitor. Ele se tornou o único candidato que tem seu lugar no segundo turno garantido, segundo pesquisas divulgadas neste domingo (3).