Para entender os acontecimentos que varreram o Brasil nos últimos dias é preciso ir além do que apresenta a velha mídia.
Por Maksandro Souza*
A greve dos caminhoneiros transportou para o mundo real o debate sobre o papel da Petrobras, da compreensão estratégica do petróleo enquanto patrimônio do povo brasileiro e quem deve ser o real destinatário dos serviços gerados pelas empresas estatais.
Por Cezar Britto*, no Congresso em Foco
A greve dos caminhoneiros transportou para o mundo real o debate sobre o papel da Petrobras, da compreensão estratégica do petróleo enquanto patrimônio do povo brasileiro e quem deve ser o real destinatário dos serviços gerados pelas empresas estatais.
Por Cézar Britto
Para baixar o preço do diesel e encerrar a greve dos caminhoneiros, o presidente Michel Temer vai reduzir os investimentos em pelo menos 70 programas sociais. O corte ultrapassará R$ 1 bilhão e as camadas mais pobres da população serão as mais atingidas.
A queda de Parente expressa a falência da agenda Tucana, mas não necessariamente o triunfo da pauta progressista. Esse raciocínio mecânico é uma ilusão.
Por Ricardo Cappelli*
A Associação dos Engenheiros da Petrobras (Aepet) disse, em nota, aprovar a saída de Pedro Parente do comando da estatal, mas faz uma série de questionamentos sobre a falta de explicações sobre o desmonte feito na companhia ao longo do tempo em que o executivo esteve à frente da presidência da empresa.
Em pronunciamento, Michel Temer confirmou Ivan Monteiro como novo presidente da Petrobras. Indicado pelo conselho de administração da companhia, o ex-diretor financeiro da estatal é bem visto pelo 'mercado', assim como era seu antecessor, Pedro Parente.
O conselho de administração da Petrobras aprovou Ivan de Souza Monteiro, atual diretor financeiro da estatal, como presidente interino da empresa, no lugar de Pedro Parente, que renunciou ao cargo.
Em nota publicada em seu site, a Federação Única dos Petroleiros (FUP) enumera uma série de prejuízos que a gestão Pedro Parente representou para a Petrobras e o Brasil. Segundo os trabalhadores, sob o comando do agora ex-presidente, a petroleira era administrada pelo mercado financeiro e não pelo Estado.
Em empresas de capital aberto, executivos responsáveis só comunicam fatos relevantes após o fechamento do pregão. É norma fiscalizada tanto pela Comissão de Valores Mobiliários como pela SEC, a CVM norte-americana.
Por Luis Nassif
Dilma Rousseff esteve com Lula, em Curitiba, na quinta-feira (31) e, na saída da visita ao ex-presidente, deu uma aula sobre o que está acontecendo na Petrobras desde o (e em função do) golpe parlamentar de 2016.
Apesar do apoio declarado do presidente da República desde que assumiu o cargo, o agora demissionário Pedro Parente vinha enfrentando oposição crescente de vários setores do empresariado nacional tanto pela política de desinvestimento quando pela estratégia de redução do conteúdo local nas encomendas.