Depois da desastrosa política de preços encabeçada pelo então presidente da Petrobras, Pedro Parente, Michel Temer admite a necessidade de uma nova política de preços para o setor de combustíveis, mas sem impacto para a Petrobras e demais empresas do setor, disse o secretário-executivo do Ministério de Minas e Energia, Márcio Félix.
Esta greve dos caminhoneiros e dos petroleiros revelou de forma muito clara as limitações dos princípios fundamentais da atual política econômica: mecanismos de mercado exacerbados, despreocupação com os impactos sociais das políticas e austeridade apenas naquilo que se destinar aos mais pobres. A solução encontrada pelo governo, além de paliativa de curto prazo, é uma bomba de efeito retardado, se os preços internacionais de petróleo não se estabilizarem.
Por José Sergio Gabrielli de Azevedo*
A saída de Pedro Parente do comando da Petrobras provocou reação na Bolsa. Como era de se esperar, as ações da petroleira caíram e o dólar subiu, com a notícia de que o queridinho das multinacionais do petróleo e do “deus-mercado" deixa a companhia.
De acordo com a deputada federal Jandira Feghali (PCdoB-RJ), a demissão de Pedro Parente na manhã desta sexta-feira (01) foi “uma vitória do povo”. Porém, ela lembrou que a pressão contra a política de preços da Petrobras deve continuar, já que uma nova gestão na direção da estatal não é sinônimo de mudança na política de preços da estatal.
A pré-candidata do PCdoB à Presidência da República, Manuela d’Ávila comentou em suas redes sociais sobre o pedido de demissão do presidente da Petrobras, Pedro Parente, na manhã desta sexta-feira (1/6). Manuela afirmou que a pressão popular colocou Parente para fora da estatal.
A Frente Brasil Popular emitiu nota nesta sexta (1), na qual celebra a saída de Pedro Parente da Presidência da Petrobras. Segundo o texto, trata-se de uma vitória do povo brasileiro. A frente, contudo, afirma que continuará mobilizada pelo fim da política de preços da petroleira.
A Federação Única dos Petroleiros (FUP) comemorou a demissão de Pedro Parente do comando da Petrobras. Essa era uma das principais reivindicações da categoria, que realizou paralisações e protestos nessa semana em diversas cidades do país.
Para Orlando Silva, deputado federal do PCdoB, a saída de Pedro Parente era inevitável e que agora, com o novo comando, é imprescindível modificar a política de preços que vinha sendo adotada na estatal.
Após a pressão de diversos setores da sociedade, Pedro Parente pediu demissão da presidência da Petrobras na manhã desta sexta-feira (01).
Pedro Parente ocupou o primeiro cargo público de relevância em 1999, como ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. E, Logo, seria nomeado interinamente ministro das Minas e Energia, quando o país enfrentou uma das maiores crises de energia da história, conhecido como o período dos apagões, pela falta de planejamento e investimentos em geração de energia, causando um grande prejuízo ao país.
Luiz Dalla Costa, coodenador do MAB, avalia que as riquezas naturais do país estão ameaçadas pelo capital externo.
O Senado deve instalar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar a atuação do presidente da Petrobras, Pedro Parente, na gestão da empresa de economia mista. Encabeçado pelas senadoras Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) e Lídice da Mata (PSB-BA), o requerimento para abrir a CPI e investigar a política de formação de preços da Petrobras já tem a assinatura de 29 senadores, dois a mais que o mínimo necessário para que a comissão possa funcionar.