Alegando restrições orçamentárias, o governo do presidente interino, Michel Temer, decidiu acabar com os subsídios concedidos aos mutuários mais pobres dentro do Minha Casa, Minha Vida. As informações são do jornal O Globo.
Reportagem do jornal El País desta sexta-feira (20) denuncia os primeiros passos do governo ilegítimo de Michel Temer no sentido de revisar ações do governo Dilma que beneficiariam a população mais carente e cita as falas dos" novos ministros da Saúde e Justiça" que após muitas críticas tiveram que voltar atrás no que haviam dito, mesmo assim, "portarias de programa de moradia e de demarcações de terra foram revogadas", informa o jornal.
O deputado federal Orlando Silva (PCdoB-SP) afirmou ao Portal Vermelho que, em um momento de ameaças reais à democracia e perda de conquistas sociais, é necessário aprofundar o diálogo com o povo. “O Minha Casa, Minha Vida, Bolsa Família, ProUni poderão acabar com um governo Temer e Cunha. O pacote do PMDB pretende retirar verbas para a saúde e educação”, denuncia o deputado.
Morador da favela do Cantagalo, na Zona Sul do Rio de Janeiro, o universitário Ronaldo Marinho, de 21 anos, estuda administração de empresas, fala três línguas, e sonha alto. Quer morar no Canadá, país onde já estudou com uma bolsa em 2013, ajudar sua família, e depois voltar para “fazer uma revolução” no morro.
São 20 programas sociais desenvolvidos pelo governo federal, entre eles Bolsa Família, Sistema de Cotas e Minha Casa, Minha Vida, que têm modificado a vida e dado esperança a milhares de brasileiros.
Em visita de cortesia ao Ministério do Trabalho, nesta segunda-feira (1º), o ativista indiano Kailash Satyarthi, ganhador do Prêmio Nobel da Paz em 2014, por desenvolver ações de combate ao trabalho infantil, reconheceu o Brasil como forte parceiro na causa e ressaltou o papel dos programas sociais na eliminação desta forma de trabalho irregular no país.
O interesse internacional crescente pelas políticas públicas brasileiras que estão impulsionando a distribuição de renda e levando o país a reduzir a pobreza atesta o sucesso da experiência do Brasil em políticas de proteção social. Somente em 2015, o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) recebeu 61 delegações de 40 países.
Em discurso durante a 49ª Cúpula do Mercosul e Estados Associados, nesta segunda-feira (21) em Assunção, no Paraguai, a presidenta Dilma Rousseff afirmou que o país está consciente de que terá de conviver, por um período ainda bastante significativo, com o fim do superciclo das commodities, mas enfatizou que isso não significa que o governo recuará em suas políticas sociais.
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou nesta quinta-feira (5), em Brasília, do encerramento da 5º Conferência Nacional do Conselho de Segurança Alimentar (Consea). Lula fez forte defesa das políticas sociais do seu governo e do governo Dilma. O ex-presidente também criticou a proposta de corte nos recursos do Bolsa Família para 2016 feita no Congresso Nacional.
O ex-presidente do Banco Central durante o governo de Fernando Henrique Cardoso, defendeu em entrevista à revista Época cortes drásticos no orçamento federal, incluindo os programas sociais. A proposta de Franco, que no período em que comandou o BC foi responsável pelas maiores taxas de juros de sua história, acontece na semana em que a presidenta Dilma reafirmou que, apesar da crise, os programas sociais serão mantidos.
Na última terça (27), o governo anunciou uma revisão na meta fiscal, que prevê agora um déficit primário de R$ 51,8 bilhões, o equivalente a 0,9% do PIB. Para o economista Lécio Morais, com o anúncio, a gestão age de forma transparente para se adequar a um novo cenário econômico. E sinaliza, assim, que não está refém da ortodoxia e prioriza a manutenção dos gastos sociais, que beneficiam não só a população mais pobre, mas também ajudam a atividade econômica.
Por Joana Rozowykwiat
Para além da incerteza sobre o rumo econômico que a Argentina tomará após as eleições presidenciais de 25 de outubro, os principais planos sociais, que contribuíram para reduzir os níveis de pobreza na última década, chegaram para ficar.