A faixa pendurada na entrada do Teatro da Universidade Católica (Tuca), na zona oeste da cidade, dava o tom do ato. Nela lia-se: "Doria não feche os braços". Promovido pela Frente Estadual de Luta Antimanicomial (Feasp) na última terça-feira (29), dezenas de pessoas, a maioria trabalhadores na área da saúde mental, se reuniram para chamar a atenção do futuro prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), para não terminar com o programa De Braços Abertos (DBA).
Sob pressão de entidades do setor, Michel Temer começa a deixar clara a pouca disposição em manter e expandir um dos principais programas do governo federal na área da Saúde, o Mais Médicos. Em público, o governo tenta vender à sociedade a ideia de um suposto aumento dos investimentos na iniciativa, bem avaliada por usuários e prefeitos.
Audiência proposta pela deputada Angela Albino (PCdoB-SC) reuniu entidades de todo o Brasil para discutir o futuro do SUS, do SUAS e da Previdência Social.
Por: Nícolas David | Edição: Ana Luiza Bitencourt
Após mostrarem que a Saúde perderá cerca de R$ 743 bilhões, caso a PEC 241, que propõe limitar os gastos do governo federal por 20 anos, novo estudo de pesquisadores do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) mostra que as perdas das políticas sociais do governo federal seriam gigantescas, caso a proposta seja aprovada.
Entidades de defesa dos direitos humanos e movimentos sociais lançaram ontem (28), na sede do Sindicato dos Psicólogos de São Paulo (SinPsi-SP), o manifesto intitulado “Defesa do Programa De Braços Abertos, do Cuidado em Liberdade e da Democracia”.
O líder do PCdoB na Câmara, deputado Daniel Almeida (BA), apresentou emenda à PEC 241 , que congela os gastos públicos por 20 anos, para tentar evitar maiores danos aos programas sociais implementados nos últimos 13 anos – dos governos Lula e Dilma – ameaçados pela proposta do governo ilegítimo de Michel Temer. Ao final do prazo, a PEC recebeu 22 emendas. A votação da matéria está prevista para outubro, após as eleições municipais.
Embora muita gente não o veja assim, o afastamento definitivo de Dilma Roussef da Presidência da República, em votação do Senado, por 61 a 20 votos, no final de agosto, é apenas mais uma etapa de um processo e de um embate muito mais sofisticado e complexo, em que está em jogo o controle do país nos próximos anos.
Por Mauro Santayana, em seu blog
Reunidos em seminário, professores avaliam impactos da PEC 241, que deverá rebaixar os gastos do governo de 20% do PIB para 13% no período de 20 anos, conforme pretende o governo interino
A presidenta Dilma Rousseff vem promovendo uma série de bate-papos com os internautas, denunciando a agenda neoliberal imposta pelo presidente interino Michel Temer, que retira direitos e conquistas dos trabalhadores. Nesta terça-feira (21), Dilma convidou a titular do Ministério do Desenvolvimento Social Combate à Fome do seu governo, Tereza Campello, para esclarecer alguns questionamentos à respeito dos cortes feitos pelo governo ilegítimo no Bolsa Família.
Por Laís Gouveia
“Primeiramente, fora Temer! O governo interino está promovendo o desmonte de um trabalho coletivo de mais de 15 anos. O Sistema Único de Assistência Social (Suas) e o Sistema Único de Saúde (SUS), assim como a previdência social, são conquistas do povo brasileiro, que estão sendo atacadas num movimento do governo golpista que se assemelha à Arquitetura da Destruição adotada por Hitler, quando assumiu o governo da Alemanha.”
A Câmara dos Deputados aprovou na madrugada desta quinta-feira (2) a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prorroga a Desvinculação de Receitas da União (DRU) até 2023. A deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ) destacou, durante a votação, que “esse projeto vai tirar 110 bilhões da Seguridade Social. Isso significa grande impacto na assistência social e principalmente nos benefícios previdenciários, além de impactar outras áreas.”
A extinção do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) pelo presidente ilegítimo Michel Temer será debatida na Câmara dos Deputados. Nesta quarta-feira (1º /6), a Comissão de Legislação Participativa (CLP) da Casa aprovou a proposta da deputada Angela Albino (PCdoB-SC) de realizar uma audiência pública para discutir os novos rumos do desenvolvimento social no governo provisório.