O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) inaugura, neste sábado (30), às 10h, na região central de São Paulo, o Armazém do Campo. No imóvel da Alameda Eduardo Prado, 499, no bairro dos Campos Elísios, o consumidor paulistano vai encontrar produtos orgânicos produzidos nos acampamentos da reforma agrária pelo Brasil. Dessa forma, o MST compartilha com os paulistanos produtos da produção camponesa garantida pelo acesso à terra.
Por Railídia Carvalho
O MST promove nesta semana, em alusão à passagem do Dia do Trabalhador Rural (25), a Jornada Nacional de Luta contra o Golpe e pela Reforma Agrária. Já são oito estados mobilizados em todas as regiões do país dando novo fôlego ao movimento unitário “Fora Temer”. A defesa da democracia não esconde, entretanto, as demandas estruturais do campo e a atualidade da luta pela Reforma Agrária Popular.
Mais de 58 mil pessoas estiveram presentes durante os quatro dias do Festival Nacional de Artes e Cultura da Reforma Agrária, que aconteceu de 20 a 24 de julho em Belo Horizonte, Minas Gerais.
Uma das funções da agricultura no desenvolvimento de um país é assegurar a oferta de alimentos. Nosso modelo, fundado no mercado externo e no fornecimento de matérias-primas, prevê inserção subalterna do país na divisão internacional do trabalho e perenizou a reforma agrária para que ela nunca fosse feita.
Por Gustavo Noronha*, no Brasil Debate
Manifestantes reivindicam medidas que agilizem a reforma agrária e cobram políticas públicas para a produção e comercialização da agricultura familiar
O presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Agricultura (Contag), Alberto Broch, afirmou que a venda de terras para estrangeiros será combatida pelos trabalhadores rurais. Na opinião do dirigente, a medida inviabiliza a reforma agrária. A disposição do governo interino de Michel Temer foi divulgada nesta segunda-feira (20) pelo jornal O Estado de S.Paulo, que entrevistou o ministro da Agricultura Blairo Maggi.
Por Railídia Carvalho
Conheça o relato de uma ocuapção do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra – MST em uma área de Floresta Nacional de 1.200 hectares entre as cidades de Guatambú e Chapecó no Oeste de Santa Catarina ocorrida no sábado 4 de junho. O assentamento recebeu o nome do professor e vereador assassiando, Marcelino Chiarello, um lutador que tinha forte atuação junto aso movimentos populares da região.
A vida de combates de Paulo Fonteles atravessou três décadas de profunda identidade com questões concernentes aos temas mais urgentes da nação brasileira como a democracia, as liberdades políticas, a reforma agrária e a independência nacional.
Por Paulo Fonteles Filho*
"A extinção do MDA revela a subserviência do Governo Temer aos desejos dos setores especuladores da dívida pública e da bancada ruralista que não aceitam a identidade e o protagonismo da agricultura familiar". Este é um dos trechos divulgados nesta quarta-feira (18) pela Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag) após o anúncio nesta semana do fim do ministério do Desenvolvimento Agrário. Para a entidade a iniciativa é um retrocesso na reforma agrária e agricultura familiar.
A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e a Conferência Nacional dos Religiosos do Brasil (CRB), reunindo 70 participantes vindos de 20 Estados e do Distrito Federal, durante encontro em Brasília (DF), entre os dias 29 de abril e 1º de maio, tomou conhecimento dos recentes atos de perseguição promovidos por setores do Ministério Público, do Judiciário e do Governo do Estado de Goiás, contra os que lutam a favor da reforma agrária e da afirmação da democracia.
No Senado se travará a "primeira batalha", mas o dirigente nacional do MST, Gilmar Mauro, acredita que está em curso um "rompimento com essa convenção chamada Constituição". O que permitiria, inclusive, pensar em ações de desobediência civil ou mesmo em um governo paralelo. De concreto, centrais e movimentos preparam uma paralisação nacional para o dia 10, véspera da votação do processo de impeachment no Senado.
Milhares de Sem Terra de todo país estão em marcha para recolocar a Reforma Agrária na agenda política e para defender a democracia, ameaçada pelo processo de impeachment.