As atividades contra o golpe de estado em curso no país vem ganhando cada vez mais representatividade e adesão. Nesta sexta-feira (15), setores ligados a movimentos sociais interditaram várias vias urbanas e rodovias, em várias regiões do país, relembrando os 20 anos do massacre de Eldorado dos Carajás, o assassinato de dois trabalhadores Sem Terra no Paraná e em defesa da democracia contra o golpe que se reresenta no impeachment da presidenta Dilma.
Este ano completa-se 20 anos do Massacre de Eldorado dos Carajás, onde 19 trabalhadoras e trabalhadores Sem Terra foram assassinados em sua luta por reforma agrária. O caso ocorreu em 17 de abril de 1996 e, desde então, a Via Campesina instituiu esta data como Dia Internacional de Lutas Camponesas. E é nesse marco de memória e resistência, que organiza a Conferência Internacional de Reforma Agrária, que busca atualizar o debate sobre esta temática junto a seus membros e aliados.
No dia 29 de março, 32 famílias que viviam acampadas há uma década na fazenda Várzea do Carrapicho, em Santana do São Francisco (SE), receberam o título de posse das terras após o governo federal comprar os lotes para a reforma agrária. Dayvid Souza, do Movimento de Luta pela Terra, definiu a ocasião como histórica.
Na manhã desta sexta-feira (1), a presidenta Dilma Rousseff assinou 25 decretos de desapropriação de imóveis rurais para a realização da Reforma Agrária. Os 21 decretos vão assegurar 35,5 mil hectares de terras para a Reforma Agrária em 14 estados do país.
Durante a cerimônia de assinatura de Atos para a Reforma Agrária e Comunidades Quilombolas, nesta sexta-feira (1º) no Palácio do Planalto, a presidenta Dilma Rousseff afirmou que é necessário estar vigilante e resistir às "tendências antidemocráticas".
A presidenta Dilma Rousseff assinou, nesta sexta-feira (1º), 25 decretos de desapropriação de imóveis rurais para reforma agrária e regularização de territórios quilombolas, no total de 56,5 mil hectares. Segundo Dilma, 21 decretos vão assegurar 35,5 mil hectares de terras para a reforma agrária em 14 estados.
Manifestações estão ocorrendo nesta quinta-feira (31) em várias regiões do Brasil e no exterior, para dizer não ao golpe de estado promovido pela direita, que pretende derrubar a presidenta Dilma Rousseff. Nesta manhã, o movimento de luta pelo direito à terra deu início as mobilizações, em Brasília.
Cerca de 800 acampados e assentados de Goiás, ligados à Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado de Goiás (Fetaeg) estão em protesto, desta esta segunda-feira (15), no pátio da sede do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), em Goiânia. Os trabalhadores e trabalhadoras rurais afirmam que não sairão da unidade até serem recebidos pela diretoria do órgão.
A repercussão desse assassinato deu a impressão que a violência de crimes praticados por motivos idênticos, se não fosse eliminada, pelo menos diminuiria. Os fatos posteriores vêm provando o contrário.
Por Jacques Távora Alfonsin* , no Portal do MST
Integrantes da Frente Nacional de Luta Campo e Cidade (FNL) ocupam desde as 4h desta terça-feira (2) o prédio do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), em Brasília. Por volta das 7h30, cerca de 40 manifestantes seguiram para as seis vias de acesso e queimaram pneus, em protesto pela reforma agrária. Os militantes retornaram ao ministério e permanecem acampados em frente ao prédio até serem recebidos por alguma autoridade do governo.
A Assembleia Nacional do Equador inicia um debate nesta quinta-feira (5) para aprovar o projeto de Lei de Terras e Territórios Ancestrais, cujo objetivo é garantir a redistribuição da terra produtiva, o reconhecimento e a legalização de terras e territórios ancestrais de comunidades, povos e nacionalidades, além disso, assegurar a legitimidade de usufruto nestes locais e a participação social para a resolução de conflitos
“A ameaça real, de que os preocupantes cenários político e econômico vividos em 2015 se prolonguem no ano de 2016, evidencia que somente com muita organização e luta é que os trabalhadores rurais e movimentos sociais conseguirão evitar a clara tendência da permanência dos conflitos agrários.”