O presidente da Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil (ANFIP), Floriano Martins de Sá Neto, falou nesta quinta-feira (25) ao Portal CTB sobre a Reforma da Previdência que o governo Temer pretende implantar no Brasil. O dirigente comentou o anúncio do déficit previdenciário feito esta semana pelo secretário de Previdência, Marcelo Caetano, de R$268,8 bi e alertou: "Governo mente e distorce toda a realidade da Previdência Social ".
Os dirigentes das Frente Associativa da Magistratura e do Ministério Público (Frentas) reuniram-se na tarde desta terça (16/1) para ultimar os preparativos para o ato público, no dia 1º de fevereiro de 2018, contra a reforma da Previdência (PEC 287/16) e pela valorização e independência da Magistratura e do Ministério Público.
As estatísticas oficiais relativas ao Regime Geral da Previdência Social (RGPS) sempre foram objeto de polêmica e controvérsia. A divulgação de números e informações a respeito do sistema gerido pelo INSS implica um sem número de hipóteses que nem sempre conseguem alcançar o status de consenso ou mesmo de maioria entre os especialistas. No entanto, isso faz parte do jogo democrático e do debate plural em uma sociedade que amadurece seus sistemas de políticas públicas.
Por Paulo Kliass*
Dom Angélico Sândalo Bernardino, bispo emérito de Blumenau (SC) reiterou, durante missa neste sábado (20), que o pais sofre os efeitos do golpe parlamentar. A missa comemorava os 85 anos do sacerdote, conhecido pela defesa da democracia e dos mais pobres. Após criticar as reformas trabalhista e previdenciária de Michel Temer, Dom Angélico pediu que o povo abra os olhos e resista. "É esse o presente que peço para vocês no dia do aniversário desse velhinho", disse.
Por Railídia Carvalho
Presidente quer atingir classes populares e faz incursões em programas de Amaury Jr., Silvio Santos e Ratinho, além de entrevista para rádio.
A Previdência Social, tão atacada pelo governo ilegítimo de Michel Temer (MDB-SP), é superavitária. O discurso do atual governo golpista de que a Previdência está quebrada e que em pouco tempo não haverá mais dinheiro para pagar os aposentados e pensionistas é mentira. O problema da Previdência é de gestão, má administração, anistias, sonegação, desvios e roubalheira.
O senador Paulo Paim (PT-RS), presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investigou as contas da Previdência Social, produziu a cartilha “CPI da Previdência: Ousadia e Verdade”. Trata-se de uma síntese dos resultado dos trabalhos da CPI ao longo de seis meses. O relatório final da Comissão constatou que a Previdência Social não é deficitária e revela “má gestão”. Outro trecho fala em “manipulação de dados por parte do governo para que seja aprovada a reforma da Previdência”.
As dificuldades que o governo de Michel Temer e a base aliada enfrentam para conseguir os votos necessários para aprovar a reforma da Previdência Social devem servir de combustível para os movimentos sociais e sindicais conseguirem apoio na Câmara pela rejeição da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 287/2016. É o que pensa o coordenador da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino (Contee), Gilson Reis.
Centrais discutem greve para 19 de fevereiro, data apontada pelo Congresso para votação da proposta.
Depois do presidente da Câmara, agora é a vez do primeiro vice-presidente da Casa praticamente jogar a toalha quanto à aprovação da reforma da Previdência. Para Fábio Ramalho (MDB-MG), o governo tem hoje, no máximo, 220 votos. A aprovação da proposta de emenda constitucional exige o apoio de pelo menos 308 deputados em dois turnos de votação. A primeira delas está marcada para logo depois do Carnaval, no dia 19 de fevereiro.
O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou nesta terça-feira (16), em Washington, que, se o governo não conseguir os votos necessários para aprovar a reforma da Previdência em fevereiro, a Câmara não votará mais a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 287/2016. O início da discussão da matéria está previsto para 19 de fevereiro, mas o ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun, admitiu nesta terça que a gestão não tem ainda o apoio necessário.
Após série de suspensões por abuso da propaganda oficial, governo vai usar dados de cidadãos para convencê-los a apoiar a mudança na aposentadoria.
Por Marina Pita*