Sem os votos necessários para aprovar a reforma da Previdência, o governo ilegítimo e golpista de Michel Temer (MDB-SP), que pretende colocar a nova proposta na pauta da Câmara dos Deputados no dia 19 de fevereiro, recorre a todo e qualquer tipo de terrorismo e propaganda enganosa para tentar convencer a opinião pública de que o desmonte da Previdência é necessário para fazer o Brasil voltar a crescer.
Ao invés de economia, gasto. A Reforma da Previdência ainda nem entrou na pauta de votação, mas já causa prejuízos, uma vez que provocou uma corrida para se aposentar. O número de servidores federais civis que pediram aposentadoria entre janeiro e novembro de 2017 aumentou quase 50% (46,7%) para 21.371 na comparação com o mesmo período em 2016, quando 14.563 solicitaram o benefício. É o medo de serem afetados pelas mudanças. Os dados são do Ministério do Planejamento.
Acontece nesta segunda-feira (15), na sede da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), às 14h, reunião do Fórum das Centrais Sindicais. Até a sexts-feira (12) estavam confirmadas as presenças da CUT, Nova Central, Força Sindical e CSB. Na pauta, a agenda de ação para barrar a Reforma da Previdência.
A campanha pela aprovação da proposta que reforma a Previdência Social pública e acaba com a aposentadoria avança de forma brutal e escandalosa. A notícia do rebaixamento da nota de crédito do Brasil de "BB" para "BB-", pela agência de classificação de riscos Standard & Poor's, foi justificada pelo "atraso no avanço das reformas para conter gastos fiscais".
Pesquisa feita pelo Instituto Paraná com 2,5 mil brasileiros em 176 municípios, nas 27 unidades da federação, entre os dias 9 e 11 de dezembro do ano passado, apontou que 66% dos brasileiros são contrários a reforma da Previdência proposta por Michel Temer.
Atendendo ao pacote de promessas para tentar alcançar os 308 votos mínimos necessários para aprovar a reforma da Previdência, Michel Temer sancionou nesta terça-feira (9) o projeto que prevê o parcelamento das dívidas previdenciárias de produtores rurais com o Fundo de Assistência ao Trabalhador Rural (Funrural) em até 176 parcelas, ou seja, quase 15 anos.
Para tentar alcançar os 308 votos mínimos necessários para aprovar a reforma da Previdência na Câmara dos Deputados, Michel Temer vai injetar R$ 10 bilhões para a conclusão de obras. Mas o critério para receber o investimento é o voto em favor da reforma, ou seja, somente os redutos eleitorais de quem apoiar o governo.
Sem os 308 votos mínimos necessários para aprovar a reforma da Previdência na Câmara dos Deputados, Michel Temer tenta apagar os incêndios que tomam conta do seu governo com a base aliada. Diante de um clima de divergência entre líderes, principalmente entre o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e o ministro da Fazenda Henrique Meirelles (PSD), o governo tenta evitar conflitos para chegar ao quórum mínimo para aprovar o texto.
O governo de Michel Temer está correndo contra o tempo para tentar aprovar a reforma da Previdência depois do Carnaval. Enquanto discursa afirmando que a economia está recuperada e que o Brasil vai de vento em popa, o governo promete até o que não tem para angariar os 308 votos necessários para aprovar a proposta.
Por Dayane Santos
Em entrevista, o professor Eduardo Fagnani, do Instituto de Economia da Unicamp, alerta sobre a campanha publicitária enganosa que o governo federal exibe com o intuito de buscar apoio da população na aprovação da reforma da Previdência. Para o especialista, um pergunta importante é: “essa reforma quer combater o privilégio de quem?”, critica, “do trabalhador que ganha em média R$ 1.500,00?”.
Michel Temer fechou acordo com o dono do SBT, Silvio Santos, para fazer campanha em defesa da Reforma da Previdência. De acordo com a coluna Painel, da Folha, Temer vai gravar participações nos programas do próprio Silvio Santos e do Ratinho para tentar convencer que a população a apoiar a sua proposta da reforma da Previdência.
A Câmara dos Deputados quer votar a toque de caixa a reforma da Previdência. "Não vamos dar trégua, vamos mobilizar os trabalhadores, realizar manifestações, acompanhar os trabalhos legislativos e pressionar os parlamentares em defesa dos nossos direitos", alerta o coordenador-geral da Contee, Gilson Reis. Juntamente com as centrais sindicais, os trabalhadores em estabelecimento de ensino estão programando ações contra a reforma.
Por Carlos Pompe, da Contee