O ato de artistas, intelectuais e movimentos contra o impeachment da presidenta Dilma Rousseff, na noite desta segunda-feira (11), na Lapa, foi marcado pela amplitude e pluralidade. Em comum, entre as mais de 50 mil pessoas que lotaram a Fundição Progresso e acompanharam o evento, que terminou se estendendo aos Arcos da Lapa, havia a disposição de defender a democracia e dizer não ao golpe em curso. O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou da manifestação.
O número de colégios estaduais ocupados por alunos em apoio à greve dos professores já chega a 22 no Rio de Janeiro. O Colégio Estadual Herbert de Souza, no Rio Comprido, na zona norte da cidade, é a mais recente ocupação dos estudantes fluminenses.
O governador em exercício do Rio, Francisco Dornelles, afirmou que a presidenta Dilma Rousseff vai governar o país pelos próximos três anos. Filiado ao PP, ele participou, ao lado dela, da entrega de mil apartamentos do programa Minha Casa, Minha Vida, no último dia 8.
Mais duas escolas da rede estadual foram ocupadas na manhã desta quinta-feira (7), no Rio de Janeiro, por alunos que buscam melhorias no sistema de ensino e defendem a greve dos professores estaduais. Estudantes do Colégio Estadual Guanabara, em Volta Redonda, no sul fluminense, e do Instituto de Educação Professor Ismael Coutinho, em Niterói, juntaram-se a outras 11 unidades de ensino já ocupadas anteriormente.
Gerou protesto dos parlamentares o anúncio da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), publicado na imprensa na última sexta-feira (1º /4), mandando eleitores do Estado do Rio cobrarem posição dos sete deputados federais que integram a comissão especial que analisa o impeachment da presidenta Dilma Rousseff — formada por 65 parlamentares.
O cantor e compositor Chico Buarque marcou presença no ato desta quinta-feira, no Rio de Janeiro, em defesa da democracia e do mandato da presidenta Dilma Rousseff. Ovacionado, ele foi saudado pelos manifestantes aos gritos de “Chico, guerreiro do povo brasileiro”. Segundo o cantor, independentemente de se apoiar ou não o PT e o governo, “não se pode colocar em dúvida a integridade de Dilma”.
Alunos do Colégio Estadual Prefeito Mendes de Moraes, na Ilha do Governador, zona norte do Rio de Janeiro, ocupam a escola há uma semana em apoio à greve dos professores, impedindo a entrada de outras pessoas na escola. O objetivo da ocupação é abrir um canal de diálogo direto entre professores, estudantes e a Secretaria Estadual de Educação.
Se, na beira-mar de Copacabana, uma elite branca e de alta renda foi à rua para protestar contra o governo, o PT ou a corrupção, em cima do morro o discurso é diferente. Lá, uma população mais parecida com a média do povo brasileiro também faz críticas à gestão e à situação do país, mas compreende que o problema não é o PT ou a presidenta Dilma. Reconhece as conquistas dos últimos anos e sabe que a corrupção no Brasil é um problema maior, sistêmico. Portanto, não engrossa o coro golpista.
Contrários ao linchamento midiático e as manobras jurídicas que tentam incriminar o ex-presidente Lula, várias comunidades do Rio de Janeiro estão colocando faixas que declaram apoio ao ex-presidente. Lula foi responsável por programas que promoveram o acesso à renda, moradia, combate à pobreza e a inserção social.
O Cais do Valongo, no Rio de Janeiro, teve candidatura aceita para ser reconhecido como Patrimônio da Humanidade, pelo Centro do Patrimônio Mundial, da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). A notícia foi divulgada nesta quarta-feira (2) pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), que começou a elaborar o dossiê para a candidatura com a prefeitura do Rio em 2014.
Salas superlotadas, falta de merenda, infraestrutura sucateada e ausência de professores. Isso resume o início do ano letivo no estado do Rio de Janeiro. Desde o primeiro dia de aula, os estudantes cariocas lidam com uma política de educação deplorável nas escolas públicas.
A Polícia Civil do Rio de Janeiro indiciou neste sábado (27) sete suspeitos de corrupção e lavagem de dinheiro na estatal Furnas Centrais Elétricas.