Aprovada na última quinta-feira (14) pelo Ministério da Saúde, a suspensão do fechamento de leitos em hospitais psiquiátricos é considerada um retrocesso.
Por Júlia Dolce*
A portaria aprovada sem discussão impõe sérios retrocessos no tratamento de pacientes com transtornos mentais e a usuários de álcool e drogas. Os profissionais da saúde temem, sobretudo, o retorno da internação de pessoas com transtornos em hospitais psiquiátricos.
“É a ideia de retroagir e transformar em gado pessoas que estão sendo tratadas no território”, afirmou Aristeu Bertelli, presidente do Conselho Regional de Psicologia de São Paulo.
Por Luciano Velleda*
A hashtag #NãoÉNormalUFV pegou nas redes sociais. Depois de um grupo de estudantes da Universidade Federal de Viçosa (UFV), na Zona da Mata de Minas Gerais, organizar um evento para discutir problemas psicológicos, centenas de alunos começaram a publicar relatos de abusos cometidos dentro da instituição. As postagens falam de preconceitos, falta de apoio da universidade e principalmente denunciam um método de educação que eles consideram abusivo.
Há 81 dias profissionais da saúde mental, usuários do sistema, pais e militantes da lutantimanicomial ocupam a sala da coordenação de saúde mental em Brasília. Eles protestam contra a nomeação de Valencius Wurch, para o cargo. Nesta quinta-feira (3) militantes contestaram declarações dele, feitas a Folha de S.Paulo, onde o psiquiatra diz ser contra os manicômios.De 93 a 98 ele dirigiu o maior manicômio da América Latina, fechado em 2012 por violações aos direitos humanos.
Pro Railídia Carvalho
Ativistas e profissionais da luta antimanicomial colocaram em pauta o risco de um iminente retrocesso nas políticas de saúde mental no Brasil. Os movimentos exigem a saída de Valencius Wurch, da Coordenação Geral de Saúde Mental, Álcool e Outras Drogas do Ministério da Saúde. O atual coordenador dirigiu por anos a Casa de Saúde Dr. Eiras, em Paracambi, na Baixada Fluminense, local onde se constataram violações aos direitos humanos.
Movimentos em defesa da luta antimanicomial realizaram ato nesta quinta (14) em Brasília pedindo a saída de Valencius Wurch, da Coordenação Geral de Saúde Mental, Álcool e Outras Drogas do Ministério da Saúde. De acordo com as entidades, o atual coordenador declarou publicamente posicionamento contrário aos avanços na política da saúde mental. O movimento informou que até a saída de Valencius os protestos continuam.
Está na pauta de votações da Comissão de Educação, Cultura e Esporte do Senado o projeto que cria o Diploma Nise Magalhães da Silveira, para homenagear personalidades que tenham dado relevante contribuição para o desenvolvimento de técnicas e de condições de tratamento humanizado na área da saúde.
A Prefeitura do município de Juazeiro, no Norte da Bahia, que é comandada por Isaac Carvalho (PCdoB), realiza um projeto de formação em saúde mental voltada, nesta primeira etapa, para os servidores municipais de saúde. A ação faz parte do Programa Saúde na Escola (PSE) e acontece nesta terça-feira (22/10) e na quarta (23), no Centro de Saúde III.
A Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) inaugurou na sexta-feira (30), a Unidade de Acolhimento Transitório de Samambaia, cidade próxima a Brasília, destinada a pacientes maiores de 18 anos de idade que fazem tratamento no Centro de Atenção Psicossocial (Caps).
A inserção de um gene pode calar a cópia extra do cromossomo 21 que causa a síndrome de Down, segundo um estudo publicado na revista Nature. O método pode ajudar pesquisadores a identificar os caminhos celulares por trás dos sintomas como deficiência cognitiva e desenvolver tratamentos direcionados.
O Dia Internacional da Síndrome de Down, comemorado nesta quinta-feira (21,) coloca em debate como famílias vem conquistando o respeito e vencendo as dificuldades com exemplos de inclusão dos portadores da síndrome. Nos últimos anos, o preconceito diminuiu e houve maior inclusão. Quando estimulados, portadores, cerca de 300 mil no país, conseguem viver normalmente em sociedade.