Os opositores e o governo do presidente da Síria, Bashar al Assad, começaram nesta segunda-feira (23) as conversas de paz em Astana, capital do Cazaquistão, com mediação de Rússia, aliada do governo sírio, e Turquia, que apoia a oposição. As tratativas durarão dois dias, serão a portas fechadas e “indiretas” segundo Osama Abu Zeid, porta-voz do ELS (Exército Livre Sírio), que lidera a oposição armada nas conversações no Cazaquistão.
O dramático rastro de morte em mais de cinco anos da guerra imposta à Síria constitui algo sem precedentes na região do Oriente Médio, uma das mais conturbadas historicamente no mundo. Os ângulos desse terrível rastro de sangue ultrapassam atualmente a aterrorizante cifra de mais de 500 mil pessoas mortas, mutiladas ou desaparecidas nas piores condições de confrontos descritas como 'crimes de lesa humanidade'.
Por Pedro García Hernández, na Prensa Latina
A oposição síria afirmou que participará das conversas de paz sobre a Síria em Astana, no Cazaquistão, previstas para 23 de janeiro, segundo declarações do grupo armado ELS (Exército Livre Sírio) e do negociador-chefe do Alto Comitê de Negociações (HNC, na sigla em inglês) nesta segunda-feira (16).
O Comando Geral das Forças Amadas sírias denunciou, nesta sexta-feira (13), o ataque aéreo do regime sionista de Israel contra o aeroporto de Mezeeh, nos arredores de Damasco, realizado nesta madrugada.
O governo sírio está disponível para participar nas conversações na capital do Cazaquistão e não coloca nenhuma limitação aos assuntos a discutir visando uma solução da crise na Síria.
Depois de cinco anos de uma brutal guerra imposta à Síria, diversos dirigentes oposicionistas retornam à sensatez e se deslindam da atuação extremista dos grupos terroristas com declarações e atitudes publicamente conhecidas.
A vice-presidenta da Duma (câmara baixa russa), Irina Yarovaya, rechaçou, nesta segunda-feira (9), declarações do departamento estadunidense de Defesa sobre o papel de seu país na luta contra o terrorismo na Síria.
O vice-presidente do Comitê Central do Partido Comunista da Federação Russa (PCFR), Dmitry Novikov, que é também vice-presidente da Comissão de Assuntos Exteriores da Duma do Estado (Câmara) da Federação Russa, emitiu comunicado rechaçando a acusação do chefe da CIA, John Brennan, de que a Rússia utiliza na Síria a tática de “terra arrasada”.
A coalizão internacional liderada pelos EUA tem realizado bombardeios sistemáticos da infraestrutura síria desde 2012 e não tem alvejado instalações petrolíferas do Daesh. O anúncio foi feito pelo porta-voz do Ministério da Defesa russo, major-general Igor Konashenkov, na quarta-feira (4).
Em meio à discussão acerca dos recentes acontecimentos na Síria e mais especificamente em Alepo, é notável a confusão das pessoas em relação à identidade dos auto-proclamados revolucionários que combatem o governo sírio e seu presidente, Bachar Al-Assad.
Por André Ortega, na Revista Ópera
Os terroristas que tiveram de abandonar os bairros orientais da cidade de Alepo, deixaram um grande número de armas, a maioria das quais de fabricação norte-americana. A este respeito, um novo palco para discussões assumem as alegações de que as armas poderiam ser entregues, inclusive sob o pretexto de ajuda humanitária. A descoberta já tem duas semanas, mas revela de quem os terroristas recebem a ajuda para tocar o terror na Síria.
O Conselho de Segurança da ONU aprovou por unanimidade uma resolução de apoio ao cessar-fogo na Síria neste sábado (31).