30 de junho de 2017 - 18h13

 Greve Geral reúne 10 mil trabalhadores em Goiânia

   

 A mobilização dos trabalhadores começou cedo. Às 3 horas da manhã, um grande grupo de manifestantes bloqueou a garagem da Metrobus, impedindo os ônibus do Eixo Anhanguera de circular. O bloqueio durou até as 8 horas da manhã, no mesmo período em que os manifestantes começavam a concentração na Praça Cívica, no centro da capital.

Com a presença de diversas lideranças do movimento social, do Deputado Federal Rubens Otoni (PT) e das Deputadas Estaduais Isaura Lemos (PCdoB) e Adriana Accorsi (PT), a manifestação seguiu pela Avenida Goiás até a Praça do Bandeirante e lá permaneceu até às 13 horas.

A presidenta da CTB-GO, Ailma Oliveira, ressaltou a importância de conscientizar a população acerca dos malefícios das Reformas do Governo Temer. “Nós temos que mostrar para a sociedade que essas reformas são nefastas e que trazem graves prejuízos. Portanto, conclamamos esse dia de Greve Geral para demonstrar a insatisfação não só com os senadores, mas também com esse Governo que está implementando todas essas medidas que trazem graves prejuízos à sociedade brasileira. Nós acreditamos que ainda é possível que fazer com que os senadores recuem e retirem esse projeto”, afirmou.

O coordenador do Fórum das Centrais Sindicais contra as Reformas da Previdência e Trabalhista e diretor do SINT-IFESgo, João Pires, destacou a importância dos atos, tanto em Goiânia quanto no interior do estado. “A pressão da classe trabalhadora sobre a camada política desse país, para retirada desse governo ladrão e contra essas reformas políticas, é o exemplo claro de disposição das entidades sindicais e populares aqui em Goiás. Estamos com paralisações em Catalão, na cidade de Goiás, Jataí, Ceres, Formosa, entre outras várias cidades”, concluiu.

A deputada estadual e presidenta do PCdoB em Goiás, Isaura Lemos, afirmou que as reformas do governo Temer irão acabar com os direitos dos trabalhadores. “A Reforma Trabalhista desse governo corrupto significa o retorno à escravidão e pretende também acabar com os sindicatos. Esse dia de hoje é um dia de luta, mas também de denúncia, para alertar o povo goiano sobre essa situação.

Da redação local,

Artur Dias



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