Coreanos celebram República Popular Democrática da Coréia
Kim Il Sung tinha apenas 33 anos quando entrou vitorioso em Pyongyang em 15 de Agosto de 1945. A cidade, devastada pela ocupação japonesa de quase meio século, virava mais uma página da história, a nação estava livre da escravidão e do colonialismo japonês que infelicitou várias gerações de coreanos.
Publicado 09/09/2009 21:14
Nascido em Pyongyang, na colina Mangiong, em Mangiongdê, em 15 de Abril de 1912, Kim Il Sung era filho de patriotas que lutavam contra a dominação do militarismo japonês. Seu pai, Kim Jiong Zik, foi um grande combatente, fundador da Associação Nacional Coreana, que morreu no exílio na Manchúria em decorrência das graves torturas que sofreu na prisão dos japoneses.
O bisavô vinha de uma tradição de lutas contra invasões de navios norte-americanos que costumavam navegar pela região, como foi o caso do Sherman, afundado pela população de Pyongyang, por ele liderada, e que entrou na cidade pelo rio Dedong em 1866, com sua tripulação cometendo assassinatos, incêndios e pilhagens.
Nessa época os governantes feudais da dinastia dos Ri tinham a característica de serem servis às grandes potências, à China feudal e ao agressivo Japão, dois países que se revezavam na manipulação dos governantes do reino coreano, sempre observados a certa distância pelos EUA.
Com a vitória contra o invasor japonês e a reconstrução do país, Kim Il Sung tornou-se o presidente da República, eleito por maioria de votos obtidos em eleições, realizadas após a guerra, no norte e no sul da Coréia.
Em 10 de Outubro de 1945 fundou o PTC (Partido do Trabalho da Coréia) e, em 9 de setembro de 1948, a República Popular Democrática da Coréia.
Os EUA não aceitaram o resultado das urnas. O povo coreano não desejava a divisão do país proposta pelos EUA.
Com o apoio de meia dúzia de latifundiários do sul, a solução encontrada pelos EUA para manter sua influência naquela região estratégica da Ásia foi a invasão militar.
A guerra da Coréia (1950-1953) destruiu Pyongyang — que foi bombardeada com mais de 400 mil bombas e não deixou um único edifício em pé — mas as forças do norte da Coréia comandadas por Kim Il Sung recuperaram quase todo o território do sul, o que fez com que os EUA aceitassem, contrariados mas derrotados, o armis-tício, antes que fosse tarde demais.
Estabeleceu-se uma linha de demarcação militar entre o norte e sul — e os EUA mantiveram suas tropas ocupando o território coreano.
A Coréia do Sul passou a construir um grande muro na linha de fronteira com a Coréia popular e Kim Il Sung lançou o “Programa de 10 Pontos para a Reunificação da Pátria”, em luta para que os EUA retirassem suas tropas do país e desocupassem o sul da Coréia.
Até hoje os EUA não aceitaram a assinatura de uma paz definitiva e a península coreana continua sendo um foco de tensões na região.
O exército da Coréia popular, fundado por Kim Il Sung em 1932 para combater os japoneses, impôs aos EUA fragorosa derrota militar, apesar deles terem saído da II Guerra Mundial como o país que mais se fortaleceu. E isso aconteceu apenas cinco anos depois da guerra que expulsou os japoneses.
Três anos depois do fim da guerra com EUA, Pyon-gyang estava reconstruída, com suas largas avenidas e seus jardins de magnólias e azaléias, 14 anos depois a Coréia Popular estava industrializada e era já um poderoso Estado socialista soberano, fato que jogou por terra as afirmações que faziam os norte-americanos de que ela não se reconstruiria nem em 100 anos.
Graças ao Presidente Kim Il Sung, nesse país asiático arraigou-se profundamente o peculiar socialismo centrado nas massas populares, onde o povo é o dono de tudo e tudo decide, onde todas as coisas servem para ele e onde ele impulsiona, com a força de sua unidade, o desenvolvimento e o crescimento do Estado.
O pai de Kim Il Sung, o combatente Kim Jiong Zik, tinha como premissa básica de sua vida “que o povo é o céu”, em coreano, “Inmiwichon” e que cada pessoa tem de buscar realizar seu “grande propósito”.
Kim Il Sung herdou esse pensamento de seu pai.
Com base nele, realizou seu grande propósito: libertou a Coréia da escravidão colonial japonesa, derrotou os EUA e construiu no país o socialismo ao estilo coreano.
Para isso contou com a grande ajuda de seu filho, Kim Jong Il, hoje presidente da RPDC, desde 1980 Secretário de Organização do PTC, e continuador da grande obra do presidente Kim Il Sung, em particular, da luta pela reunificação do país.
A República Popular Democrática da Coréia é um Estado socialista independente e próspero, seu povo, um povo culto, alegre e livre.
Fonte: Blog O Outro Lado da Notícia, com informações do jornal Hora do Povo