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Cinta Larga vence final do arco e flecha dos Jogos Indígenas

Foi uma disputa acirrada a final do campeonato de arco e flecha, no último dia de Jogos dos Povos Indígenas, nesse sábado (7). Apesar de todos os indígenas participantes serem os melhores de suas etnias nas modalidades, foi o arqueiro Tamboquina Cinta Larga que conquistou o primeiro lugar da competição, na décima edição dos Jogos dos Povos Indígenas, no Parque Ambiental de Paragominas, Pará.

Por Carla Belizária, para o Ministério do Esporte

Na disputa, o arqueiro tem três chances de acertar o alvo: um peixe gigante desenhado num cartaz. Conforme a localização (rabo, barriga, nadadeiras e cabeça), são contabilizados pontos. O olho do peixe detém pontuação máxima, ou seja, 40 pontos.
Na final, os atletas somaram as três chances de pontuação. Por último, todos os competidores, de uma só vez, tiveram mais uma chance de alvo.

Todos os arqueiros deram um show à parte. Além do guerreiro campeão, destacaram-se: Tori (WaiWai), Kaiuai (Tembé), Kezo (Umutina), Aweê (Rikbatsa), Topixo (Manoki), Tsiribura (Xavante), Aribenequá (Xerente), Pinairú (Ka’apor) e Waipiker (Assurini).

O alvo utilizado nos jogos ficará de lembrança no museu do meio ambiente da cidade. Os jogos deste ano reuniram 1,3 mil indígenas brasileiros, distribuídos em 33 etnias. Os ilustres visitantes foram responsáveis pelo plantio de 330 mudas das árvores nativas Ipê e Mogno em Paragominas. “Para plantar de novo o que foi destruído”, afirma o diretor do Comitê Intertribal, Marcos Terena.

Cidade localizada a noroeste do estado do Pará, Paragominas era antes conhecida como cidade do desmatamento, Atualmente, esse estereótipo está sendo mudado, graças ao compromisso social de populares, liderados pela prefeitura, que desenvolve o projeto Município Verde, com ações de conscientização ambiental, como o reflorestamento de mais de 50 milhões de mudas nativas e a inclusão da disciplina Educação Ambiental na grade curricular dos estudantes do ensino público.