“Empreendedores têm de interagir com instâncias de poder”

A interação e o diálogo entre o Poder Público, os centros de pesquisa, os empreendedores, as empresas e as instituições de fomento, entre outros, como fator primordial para o enfrentamento das demandas e o aproveitamento das possibilidades surgidas a partir do novo ciclo de desenvolvimento foi tema da intervenção de Siqueira no dia 6, durante mesa temática sobre a cadeia produtiva da indústria eletroeletrônica e de aparelhos médico-hospitalares, na qual o parlamentar atuou como debatedor.

 A mesa temática teve como palestrante o consultor Antônio Vaz e como coordenador o presidente da Facepe, Diogo Simões. O debate integrou a programação do Seminário de Desenvolvimento Econômico e Inovação do Recife promovido até esta sexta-feira (07) pela Secretaria de Ciência, Tecnologia e Desenvolvimento Econômico da Prefeitura do Recife, no auditório da Fiepe – Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco, em Santo Amaro.

“Nesse esforço, onde nós podemos ser catalisadores ou, pelo menos, argamassa, quero levantar três questões. A primeira é a interação institucional, algo que permeia todo esse debate desde o início da manhã. Aqui nos deparamos com um volume de informações na qual está embutida a presença de várias instituições, de diversas naturezas, que estão direta ou indiretamente envolvidas mesma temática e na mesma preocupação, via de regra, sem a devida interação. Isso se dá, inclusive, no âmbito do próprio Poder local, demonstrando que é muito difícil trabalhar de maneira articulada”, afirmou Luciano.

MAIS DIÁLOGO

“A segunda questão, que vem a tona com muita força, diz respeito à absoluta necessidade de diálogo entre as empresas, o mercado, os centros de pesquisas, as academias e as instituições dedicadas ao fomento. Em uma visita que a Comissão de Ciências e Tecnologia da Assembleia Legislativa fez à Facepe e a partir da ótima exposição feita por Diogo Simões ficou nítido que esse diálogo está muito aquém do necessário”, destacou o parlamentar.

“Assistindo a palestra de Antônio Vaz, constatei o quanto é fundamental esse diálogo com a Facepe, que dispõe de um cardápio de oportunidades e editais que os empresários e as empresas poderiam se beneficiar se colocando nesses editais, como os de inovação tecnológica. Se não o fazem seria, às vezes, por desconhecimento ou mesmo por não terem compreendido a dimensão do novo ciclo de crescimento e a absoluta necessidade da inovação para garantir o mínimo de competitividade”.

A terceira observação feita por Luciano disse respeito ao ambiente favorável aos empreendimentos e à inovação ora existente no Estado. “Nós temos o dever de considerar algo que Antônio Vaz sublinhou aqui de maneira muita nítida: é necessário fazer a boa política. As instituições, os empreendedores locais tem que interagir com outras instâncias de poder”, defendeu.

Fonte: Site de Luciano Siqueira