PCdoB analisa primeiro ano do governo Agnelo e reforça apoio

Na sua primeira reunião, realizada dia 31 de janeiro, a nova Comissão Política do PCdoB-DF debateu a situação nacional e internacional e trocou ideias sobre o primeiro ano do governo Agnelo Queiroz. Foram abordadas também as orientações das várias secretarias partidárias e os desafios eleitorais de 2014, além da participação do Partido nas campanhas municipais deste ano.

PCdoB analisa primeiro ano do governo Agnelo e reforça apoio - Carlos Pompe

Após apresentar informe sobre a análise do Comitê Central a respeito da conjuntura internacional e nacional, o presidente do Partido no DF, Augusto Madeira, fez uma apreciação sobre a gestão de Agnelo Queiroz. Para o dirigente, o governo tem realizado obras e ações que beneficiam a população do Distrito Federal, ampliado sua base política, mas enfrenta dificuldades com uma onda de denúncias forjadas, repercutidas pela grande mídia. Também podem ocorrer tensões com o funcionalismo, pois o gasto com pessoal está próximo do limite prudencial da Lei de Responsabilidade Fiscal.

A ofensiva da mídia conservadora e dos setores derrotados nas eleições de 2010 aumentou, no ano passado, após a crise do Ministério do Esporte. Multiplicaram-se, nos meios de comunicação, denúncias sem provas e repercutiram-se, de maneira desmesurada, entrevistas e depoimentos contra o governador e sua base de apoio. Ações governamentais que favoreceram a população, como a manutenção da tarifa do transporte público, enfrentando os empresários do setor, ficaram em segundo plano nos meios de difusão. O mesmo aconteceu com o crescimento da economia e do emprego, a conquista da sede de sete jogos da Copa – inclusive um do Brasil –, a abertura da Copa das Confederações, os avanços na política para as mulheres, as melhorias na administração de Brasília etc. "Esse ambiente visa abalar a autoridade do governador, pois condiciona suas ações a respostas", pontificou o presidente comunista.

Apesar da cobertura adversa, a base de apoio ao governo demonstrou ampla unidade. Não surgiu oposição com força de enfrentar o governo do Agnelo. O PCdoB tem atuado na defesa do governo e sustentação de Agnelo. Trabalha para que este governo tenha sucesso na melhoria dos serviços públicos, no saneamento do estado, nas ações de inclusão social, na ampliação da participação popular na gestão pública.

Madeira considera que a disputa de 2014 pode trazer consequências na coligação, caso não haja boa condução política do processo. Ocorrem divergências dentro de alguns partidos e há descontentamento com a representação das forças no governo.. O PCdoB também deve se preparar para 2014. "Vamos disputar o nosso campo – centro-esquerda, esquerda. Precisamos crescer e nos fortalecer, na luta de ideias, nos movimentos sociais e na ação institucional. Precisamos de novas filiações e de fortalecer as nossas lideranças”, ressaltou.

As intervenções dos demais dirigentes foram concordantes com a análise do presidente do Partido. Foi enfatizada a necessidade de o governo melhorar sua comunicação com a população. “As melhorias que estão sendo realizadas no serviço e na gestão públicas precisam ser conhecidas pelo povo que, no final do ano passado, tinha uma avaliação ruim do governador Agnelo”, lembrou o dirigente João Dias.

Carlos Pompe, com Cássia Damiani, membros da Comissão Política