"Dilma Bolada" pode virar livro
Com mais de um milhão de seguidores no Facebook, 176 mil no Twitter e 200 mil no Google+, a "Dilma Bolada", personagem fictício baseado na presidenta Dilma Rousseff, se tornou um fenômeno na web que já foi notícia em mais de 150 veículos de comunicação e venceu, por duas vezes, o Shorty Awards, um dos maiores prêmios para mídias sociais do mundo como "Melhor perfil fake (falso)" e "Melhor Uso das Redes Socias".
Publicado 03/02/2014 15:51

A ideia pode ser transformada em livro, segundo o criador Jeferson Monteiro, 23 anos, afirmou ao Portal EBC durante evento de tecnologia, em São Paulo. A obra abordaria os quatro anos de governo da presidenta sob a ótica do personagem, característico pelos conteúdos e línguagens carregados de humor. O criador da "Dilma Bolada" fez uma palestra neste sábado (02), para falar sobre a criação do personagem e do seu trabalho nas redes sociais.
As postagens, com linguagem própria da personagem, criaram, no decorrer do tempo, características como as hashtags "Rainha do Povo", "Diva das Nações" e "Soberana nas Américas". "Elas funcionam como sintetizadoras das ideias", explica Jeferson.
Jeferson trabalha com duas frentes: uma de variedades, em que a personagem interage com celebridades e líderes de governo em conversas fictícias, comenta programas de TV, e outra – segundo ele, menos frequente – em que as postagens são baseadas na agenda oficial da presidenta. Ele defende que o conteúdo é o motivo do sucesso dos perfis da "Dilma Bolada" na web. "Não me preocupo com métrica. (…) Com o conteúdo de qualidade, relevante, você vai ter pessoas relevantes na sua página, engajadas, que buscam sua página".
Mesmo vivendo, atualmente, com dedicação exclusiva à "Dilma Bolada", o jovem de 23 anos diz não pensar com o futuro do personagem e afirma que continuará alimentando os perfis enquanto considerar que há potencial. "Não tenho uma preocupação hoje com a reeleição ou não da presidenta. O que eu faço hoje é muito mais voltada para a variedade do que uma bandeira política", argumenta.
Confira a entrevista com o Jeferson Monteiro:
Fonte: Agência Brasil