Aposentadoria fica, Temer Sai: Mulheres ocupam ruas do Brasil no 8M
As manifestações do 8 de março, Dia Internacional da Mulher, levou milhares de mulheres de norte ao sul do País com o tema: Aposentadoria fica. Temer sai. Paramos pela vida das mulheres. As mulheres ocuparam fazendas, estradas, rodovias e as principais avenidas de todas as capitais, mas o principal alvo foi as agências do INSS e da Previdência Social nos municípios.
Publicado 09/03/2017 11:50

Foi assim que o dia começou em Porto Alegre, que teve a concentração marcada para às 5h30 da manhã. A manifestação reuniu mais de três mil participantes e partiu da ponte do Guaíba e depois tomou às avenidas Sertorio, Farrapos e Mauá, até chegar no prédio do INSS. As cidades de Pelotas, Santa Cruz, Erechim, Caixas do Sul, Santa Maria e Bagé também contaram com atividades.
No Paraná houve atividades, panfletagens e agências do INSS ocupadas também. São Catarina teve passeata em Tubarão, Chapecó Friburgo, Lages e em Florianopólis que mobilizou mais de 10 mil pessoas.

Ainda na região, no Rio de Janeiro (foto à esquerda), organizações do movimento social realizaram atividades na Assembleia Legislativa e depois se concentraram na Candelária.

Em Espírito Santo, Tocantins e Goiás também ocorreram atos organizados por movimentos sociais e feministas. Em Goiás, houve confusão e a polícia tentou impedir um ônibus de seguir até a manifestação.

No campo
A Jornada Nacional de Lutas das Mulheres Sem Terra, cujo lema é “Estamos Todas Despertas! Contra o Capital e o Agronegócio! Nenhum Direito a menos!”, já mobiliza mais de 40 mil mulheres em todo o Brasil. Ações de denúncia e enfrentamento, focadas principalmente em barrar a Reforma da Previdência do governo Temer, já movimentaram 22 estados e o Distrito Federal.
Em Minas Gerais, cerca de 200 mulheres ocuparam nesta manhã a fazenda Santa Terezinha, em Itatuaiuçu-MG, de propriedade do empresário Eike Batista.“Estamos ocupando a fazenda do Eike Batista, que foi preso por pagamento de propina no Rio de Janeiro”, explica Esther Hoffmann, da direção do MST.
“Assim como as empresas sonegam ou são isentas do INSS, apenas se elas pagassem o que devem, já não teria ‘rombo’ na Previdência. Essa área está relacionada a quem são os verdadeiros devedores e corruptos, mas quem paga a conta da crise são trabalhadores com a retirada de direitos", salienta.
No Maranhão, cerca de 20 mil mulheres se mobilizaram desde a capital São Luís até a realização de trancamentos de rodovias estaduais e federais em 14 pontos, entre os quais o entroncamento das BR 135 e BR 316, em Alto Alegre do Maranhão.
Já em Goiás, houve reação por parte da Polícia Militar, criminalizando a luta das mulheres, que não querem perder direitos consolidados. Após a ocupação da agência do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) de Formosa de Goiás, 80 mulheres foram encarceradas em um ônibus pela PM-GO, que exigia a entrega de dois militantes para serem presos. Ainda no estado, marchas foram realizadas em Goiânia e Crixás.
Bahia
Mobilizadas desde a última segunda-feira (6), mais de duas mil mulheres ocuparam a Usina Santa Maria, em Medeiros Neto, extremo Sul da Bahia, e o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), em Salvador. Nesta terça-feira (8), 1200 camponesas ocuparam a agência do INSS, em Juazeiro, e outras 500 militantes ocuparam o INSS em Barreiras, protestando contra a Reforma da Previdência.
Sergipe
Por Reforma Agrária e contra a retirada de direitos, cerca de 500 trabalhadoras e trabalhadores Rurais Sem Terra ocupam desde a manhã desta segunda-feira (6) as instalações da Superintendência do Incra, em Aracaju.

Em Londrina, cerca de 200 mulheres do MST e indígenas se concentraram em frente ao INSS do município contra a Reforma da Previdência. Em Apucarana, 150 mulheres do MST, acampadas e assentadas, se organizaram em frente ao INSS para denunciar a perca de direitos do Governo Temer. No município de Rolândia, região Norte do estado, cerca de 400 camponesas do MST se concentraram em frente ao INSS contra a retirada de direitos do Governo Temer. Em Ivaiporã, região Centro-Oeste do estado, cerca de 250 mulheres de assentamentos e acampamentos do MST e também da APP sindicato realizaram uma marcha no município até o INSS contra a Reforma da Previdência.
Em Ortigueira, aproximadamente 100 mulheres do campo e da cidade realizaram durante a manhã um momento de estudo e debate e a tarde realizaram uma marcha até o INSS, denunciando a retirada de direitos do Governo Temer. Já em Maringá, cerca de 2000 mulheres do MST, estudantes secundaristas, sindicalistas, e militantes dos núcleos de mulheres da Sistemar e da Fetaep marcharam pelo município e se concentraram em frente ao INSS contra a Reforma as Previdência. Em Laranjeiras do Sul, 1500 mulheres do MST se mobilizaram contra a Reforma da Previdência e em solidariedade a militante Fabiana Braga, que se encontra presa no município desde novembro de 2016.
Em Guarapuava, cerca de 200 mulheres do campo e da cidade se reuniram em frente ao INSS contra a Reforma da Previdência e a retirada de direitos do Governo Temer. Em Ponta Grossa, na região Sul do estado, aproximadamente 400 mulheres do campo e da cidade marcharam denunciando a escalada na retirada de direitos, contra o Governo Temer e a Reforma da Previdência. Já em Cascavel, no Oeste paranaense, 500 mulheres do campo e da cidade marcharam pelo centro da cidade até o INSS.
Alagoas
Desde a última terça-feira (7), cerca de 1500 mulheres realizam mobilizações em Maceió. Elas ocuparam a Superintendência do Incra e do INSS, respectivamente, na manhã e na tarde desta terça. Nesta quarta-feira, as mulheres realizaram uma marcha em Maceió em conjunto com as mulheres da cidade. Também foram ocupados postos do INSS em Arapiraca e em Delmiro Gouveia, Alto Sertão.
Além do MST, participam das ações da Jornada de Lutas no estado de Alagoas o Movimento de Libertação dos Sem Terra (MLST), a Comissão Pastoram da Terra (CPT), o Movimento Via do Trabalho (MVT), Movimento Terra, Trabalho e Liberdade (MTL), Movimento de Luta pela Terra (MLT), Movimento Unidos Pela Terra (MUPT) e Terra Livre.
Rio Grande do Sul

Mato Grosso
Mais de 500 mulheres realizaram uma marcha pelas ruas da capital Cuiabá. Após o protesto da manhã, elas seguiram em direção à agência do INSS para denunciarem a Reforma da Previdência.
Tocantins
Dezenas de mulheres do MST se concentraram na capital Palmas e realizaram uma marcha pelas ruas da cidade denunciando o governo golpista e a retirada de direitos.
Pernambuco

Em Petrolina, 500 mulheres Sem Terra ocuparam a Companhia de Desenvolvimento do Vale do São Francisco (CODEVASF) e em seguida realizaram ato no INSS em conjunto com outras organizações, somando mais de 1000 pessoas; Em Caruaru, mais de 400 mulheres caminharam para Câmara de Vereadores e Prefeitura e ocuparam o INSS. No município de Amaraji, 400 militantes realizaram ato no INSS. Na Zona da Mata, em Palmares 150 mulheres realizam também manifestação no INSS, assim como nos municípios de Aliança, Floresta e Petrolândia, com contingentes de 300, 350 e 500 mulheres, respectivamente, nas agências do INSS das cidades.
Rio Grande do Norte
Em Ceará-Mirim, Mossoró e João Câmara, as militantes ocuparam agências do INSS denunciando a Reforma da Previdência, num total de 1200 mulheres. Na capital, o ato é unificado com organizações da cidade.
Ceará

Espírito Santo
Foram realizadas mobilizações, panfletagens com a população e marchas na capital Vitória, em São Matheus, em Colatina e em Cachoeiro do Itapemerim. Somente na capital do estado, o contingente foi de mais de mil mulheres marchando. Nos interiores, os atos foram realizados juntamente com um conjunto de organizações do campo e da cidade, como FETAES, CUT, STR’s, RACEFAES, MST, MAB, MMC, PJR, Fórum de Mulheres, Frente Brasil Popular, Sindbancários, Sindvest, ADUFES, Fórum da Defesa da Democracia.
Santa Catarina
No município de Chapecó, cerca de 5.000 manifestantes realizam uma caminhada pelas ruas da cidade com o objetivo de dialogar com população da cidade e somar força com as mobilizações que acontecem em todo país no dia internacional das mulheres. Também ocorrem mobilizações em Florianópolis, Lages, São Miguel do Oeste, Caçador e Criciúma.
Mato Grosso do Sul
Cerca de 500 mulheres da Frente Brasil Popular realizam marcha pelo centro de Campo Grande denunciando o ataque do governo Temer aos direitos da classe trabalhadora.
Piauí
No Piauí, além de realizarem marcha pelas ruas de Teresina, mais de mil mulheres de MST, Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) e Movimento de Pequenos Agricultores (MPA) ocuparam a Assembleia Legislativa do Estado, para protestar contra a Reforma da Previdência.
Pará

Paraíba
Um grande ato unificado, com mais de 60 organizações do campo e da cidade, tomou as ruas de João Pessoa nesta quarta (8), para dizer “não!” a Reforma da Previdência. Um total de 3000 militantes também realizou protestos em frente ao INSS e, de lá, se dirigiram ao Tribunal de Justiça (TJ-PB) para denunciar o clima de criminalização dos movimentos populares.
Rio de Janeiro
Na manhã deste dia 8/3, Dia Internacional da Mulher, militantes do MST se juntaram ao MAB e outras organizações sociais cariocas para realizarem um ato em frente à sede da empresa Vale. Além de lembrarem do crime de Mariana, com o ato, as manifestantes também denunciam o calote de R$ 276 milhões da Vale o INSS. Enquanto propõe que o povo brasileiro trabalhe por mais tempo para se aposentar, a reforma da Previdência Social proposta pelo governo Temer ignora os R$ 426 bilhões que não são repassados pelas empresas ao INSS.
Rondônia
Num total de 1000 manifestantes em diversas regiões do estado, as mulheres protestaram para defender seus direitos previdenciários realizando marchas em Ouro Preto, Ariquemes, Alta Floresta, Alto Alegre dos Parecis e Colorado.
Distrito Federal
Camponesas organizadas pela Via Campesina, Levante Popular da Juventude e Movimento dos Trabalhadores por Direitos (MTD) participaram de audiência pública em Padre Bernardo, cuja pauta principal debateu os retrocessos da reforma da previdência.