Díaz-Canel: 'Resolução na ONU contra embargo é vitória de Cuba e Rússia'

O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, destacou nesta sexta-feira (2) que a aprovação de uma resolução contra o embargo americano na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) é uma vitória tanto do país caribenho quanto da Rússia.

Miguel Díaz-Canel - Prensa Latina

"É uma vitória de Cuba, mas também da Rússia, que sempre nos apoiou na longa luta contra o bloqueio. E uma vitória dos povos que defendem causas justas no mundo", disse Díaz-Canel durante a reunião que manteve com a presidente do Senado russo, Valentina Matviyenko.

O presidente cubano se reunirá com o presidente russo, Vladimir Putin. Ele disse que se trata de uma "visita de emoções" pelo fato de a vitória nas Nações Unidas ter coincidido com sua chegada à Rússia, que apoia a ilha desde os tempos de União Soviética.
Além de reconhecer "o papel importante" da Rússia na arena internacional, na gestão de conflitos e na luta "para acabar" com o unilateralismo, o líder cubano condenou as sanções aplicadas por países ocidentais contra o Kremlin.

"Estaremos condenando decididamente as sanções unilaterais que os EUA e outros países do Ocidente tentam promover contra a Federação Russa, e também condenamos as tentativas do Ocidente de posicionar tropas da Otan [Organização do Tratado do Atântico Norte] perto das fronteiras russas", comentou Díaz-Canel.

Além disso, o presidente cubano qualificou de "excelentes" as relações bilaterais e ressaltou o "enorme significado" de sua primeira visita à Federação Russa.

"A viagem acontece quatro anos depois da visita de Putin a Cuba, que marcou indubitavelmente uma nova etapa no fortalecimento das relações entre os dois países", acrescentou.

A presidente do Senado russo, por sua vez, se mostrou "convencida" de que a visita de Díaz-Canel servirá de "impulso adicional para o fortalecimento das relações russo-cubanas".

Ela lembrou que a Rússia tem "um sentimento especial" pelo "valente e heroico povo cubano" e que Moscou estará "sempre próxima" de Cuba e disposta a "dar uma mão".

O líder cubano chegou ontem (1º) a Moscou como parte de uma excursão por vários países, que inclui China e a Coreia do Norte. Ele espera fechar "grandes" acordos comerciais e de investimento, alguns dos quais já foram selados esta semana em Havana e cujo objetivo é contribuir para modernizar a antiquada infraestrutura da ilha.