Bolsonaro diz estar “de saco cheio de Mandetta” e pode demiti-lo

Bolsonaro já até escolheu um sucessor para o lugar do ministro da Saúde. Trata-se do presidente da Anvisa, Antonio Barra Torres, que é médico da Marinha

(Foto: Isac Nóbrega/PR)

O presidente Jair Bolsonaro tem dito aos auxiliares mais próximos que está “de saco cheio de Mandetta”, ou seja, do seu ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta.

Segundo a coluna de Tales Farias, do UOL, o presidente só não demitiu o ministro para não piorar a crise causada pela coronavírus.

Bolsonaro reclama da falta de apoio dos empresários que lhe apoiaram nas eleições. O presidente avalia que a demissão de Mandetta pode piorar ainda mais a relação com esse segmento.

“Ele teme que a demissão de Mandetta se transborde num rompimento definitivo com esse grupo e a parcela da opinião pública que representa. Mas, de qualquer forma, Bolsonaro já até escolheu um sucessor para o lugar do ministro da Saúde. Trata-se do presidente da Anvisa, Antonio Barra Torres, que é médico da Marinha”, revelou o colunista.

No entanto, Mandetta diz que não pedirá demissão. “Ou seja, jogará toda a responsabilidade por seu afastamento sobre os ombros do presidente. Enquanto o impasse persistir, Bolsonaro pretende continuar afrontando publicamente as orientações do ministro, como o distanciamento social”.

No domingo (29), saiu às ruas de Brasília como forma de fritura do auxiliar que não quer pedir demissão e a quem o presidente atribui o vazamento das conversas entre os dois.

“A irritação de Bolsonaro se estende ao partido de Mandetta, o DEM, que tem outros dois ministros no governo, Tereza Cristina (Agricultura) e Onyx Lorenzoni (Cidadania), também difíceis de serem demitidos”, diz um trecho do artigo.

O principal desafeto é o prefeito de Salvador ACM Neto, que tem criticado publicamente a atuação do mandatário do Planalto na crise.

Com informações do UOL

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