Coronavírus: a delicada situação dos trabalhadores essenciais

Como os trabalhadores de serviços essenciais se expõem nas ruas e nos estabelecimentos, a questão que se destaca é se as empresas estão tomando os cuidados necessários para a segurança de seus funcionários e clientes

Mesmo com a pandemia do Covid-19 e o isolamento nas cidades, não podemos ficar sem os serviços essenciais, que garantem a salubridade dos espaços públicos e privados, além de recursos básicos como alimentação e medicamentos. Para a manutenção dessas condições de vida urbana, é necessário que certas categorias profissionais continuem trabalhando em prol da sociedade, com ou sem coronavírus, com chuva ou sol.

São muitos os serviços urbanos considerados como essenciais. No comércio, temos supermercados, padarias, lojas de conveniência e de produtos alimentícios em geral, farmácias, drogarias, lojas de produtos sanitários e de limpeza, entre outros. O transporte de carga e o transporte público coletivo sobressaem na área de mobilidade. Sem contar os serviços (públicos e privados) em setores como saneamento básico, limpeza urbana, segurança e correios. 

Como os trabalhadores de serviços essenciais se expõem nas ruas e nos estabelecimentos, a questão que se destaca é se as empresas estão tomando os cuidados necessários para a segurança de seus funcionários e clientes. Segundo o Ministério Público do Trabalho (MPT) – um dos órgãos responsáveis pela orientação e fiscalização das condições de trabalho –, cabe ao empregador providenciar essas medidas preventivas.

O MPT, em parceria com outras entidades, elaborou uma Nota Técnica Conjunta, normatizando os cuidados e segurança de trabalhadores e público em geral dos estabelecimentos em funcionamento. Entre as ações listadas, está o fornecimento de sanitizantes (como álcool 70%) e lavatórios com água e sabão, além da adequação na rotina de trabalho (com possível flexibilidade de jornada).

A Coordenadoria Nacional de Combate às Fraudes nas Relações de Trabalho (Conafret) do MPT publicou, no dia 21 de março, uma nota técnica com orientações às empresas de transporte de mercadorias e de passageiros por aplicativos. As ações propostas visam à preservação da saúde de trabalhadores e passageiros, reforçando as medidas governamentais de contenção da pandemia.

Apesar das recomendações e mesmo diante da gravidade da situação no combate ao coronavírus, é alto o número de casos em descumprimento às normas técnicas estabelecidas pelo MPT. Até o dia 25 de março, o órgão – que criou um espaço só para receber denúncias a respeito da segurança dos trabalhadores em exposição ao coronavírus –, recebeu mais de 2.400 denúncias de violações trabalhistas.

Na cidade de Guarulhos (SP), o Sindicato dos Comerciários de Guarulhos e Região (SinComerciários), junto ao Centro de Referência de Saúde do Trabalhador (Cerest), foram fiscalizar, entre os dias 26 e 27, a situação dos trabalhadores. Segundo Elias Cardoso, do SinComerciários, houve notificações com relação aos refeitórios dos supermercados, que não respeitaram a distância mínima entre mesas e receberam denúncias de clientes e funcionários que ainda serão averiguadas. Mas a maioria dos estabelecimentos estava tomando os cuidados necessários. Um supermercado chegou a inovar, pondo uma proteção de acrílico para os atendentes dos caixas.

Testes para os trabalhadores

Os países que adotaram políticas de testes em massa na população demonstram que esta é a melhor maneira de se conter a propagação do vírus, identificando e isolando as pessoas contaminadas. O Japão é um dos países menos afetado até o momento, mesmo apresentado casos logo após o alerta da China sobre o coronavírus (em janeiro). Lá, o número de casos é pouco mais de 1.300, com menos de uma centena de mortos. No outro extremo em cuidados e em números gerais, a Itália contabiliza hoje mais de 10 mil mortes pela Covid-19.

A OMS (Organização Mundial de Saúde) tem recomendado que se teste, teste e teste! E para lidar com o desafio no Brasil, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) tem adotado medidas de compra de testes de outros países e o desenvolvimento de testes rápidos e kits de diagnóstico laboratorial pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), e outros institutos de pesquisa nacional.

É importante que se teste em massa especialmente os trabalhadores essenciais para que possam se tratar e preservar além da sua própria saúde e de seus familiares, também do público em geral.

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Um comentario para "Coronavírus: a delicada situação dos trabalhadores essenciais"

  1. Adilton Sampaio disse:

    http://Www.itccs.org
    Actadiurna.portaldosanjos.net : crianças sacrificadas
    Mirella Gregori
    Irena Kinaszewska
    Moisés Koch Dias
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